LBV

 

Comunicado

LBV- Legião da  Boa Vontade contrata: deficiente físico para  função de Auxiliar .Administrativo, ensino médio completo, conhecimento em informática. Enviar CV, Av. Monsenhor Felipe, 555- Vila Dalva – São Sebastião do Paraíso- MG.CEP 37950-000.

 

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor. 
É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade.
paivanetto@uol.com.brwww.boavontade.com

 

Presença Luminosa e Libertadora

Paiva Netto

Nas comemorações dos 122 anos da Abolição da Escravatura no Brasil, faz-se necessária profunda reflexão sobre o real significado da palavra liberdade. Se já não existem sinhozinhos e senzalas, hoje distintos e cruéis grilhões se apresentam, desafiando-nos a destruí-los sob a bandeira maior do bem-estar de toda a sociedade. No ensaio literário Jesus, o Libertador Divino, de minha autoria, apresento o Cristo Ecumênico como capaz de, imparcialmente, conduzir a Humanidade a experimentar o sabor do verdadeiro alvedrio.
Não me rogo “dono da verdade”, apenas uma pessoa que, ao longo da vida, percebeu quanto os povos se debatem no aprisionamento de suas ideias, ainda que o Divino Mestre tenha estabelecido o Seu Novo Mandamento: “Amai-vos como Eu vos amei” como o denominador comum dos que buscam, no entendimento e na paz, caminhos salutares para convivência planetária.
Vamos, então, ao trecho que selecionei à meditação de Vocês:
Existe um Libertador cuja influência transcende limites ou datas humanas. Sua atuação é constante. Enquanto houver fome, desemprego, falta de teto, menores sem escola e carinho, idosos sem amparo e afeto, gente sem quem a conforte, há uma inadiável emancipação de todas as etnias ainda por fazer.
Consigna a História personagens notáveis, que dignificaram a existência terrestre (...). Entretanto, ao inexorável passar do tempo, da lembrança dos povos vai esmaecendo a fama das realizações de muitos deles, somente restando os seus nomes e a pálida recordação dos seus feitos.
Um desses vultos históricos de todos os tempos e de todas as nações gloriosamente resiste. Cada vez mais fulgura a Presença Luminosa e Libertadora. Sua marca indelével firma-se na memória dos homens: “Passará o Céu, passará a Terra, mas as minhas palavras não passarão” (Lucas, 21:33).
Sua vida — infância, juventude, pregação da Boa Nova, padecimentos, morte, ressurreição — não encontra paralelo na Terra: “Vós sois de baixo, Eu sou de cima; vós sois deste mundo, Eu não sou” (João, 8:23).
Depois Dele, a vivência do Ser Humano nunca mais foi a mesma: “Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. Aquele que vive e em mim acredita não padecerá eternamente” (João, 11:25 e 26).
Sacudiu as almas e convocou para Belém a diligência dos poderosos. A Seu respeito profetizou Simeão: “Eis que este Menino está destinado para a ruína e erguimento de muitos, e para alvo de contradições” (Lucas, 2:34).
Desde a infância, manifestou o Seu elevado saber: aos 12 anos já pregava aos doutores da lei, revelando o Seu Divino conhecimento. Falava-lhes com avançada sabedoria. Deixava-os atônitos e em demorada reflexão, tamanha a sublimidade das lições que as Suas réplicas encerravam: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê Naquele que me enviou, já passou da morte para a Vida Eterna” (João, 5:24).
(...) Quereis saber o Seu nome? Jesus, o Cristo Ecumênico, ipso facto, sem resquícios de intolerância, porquanto Ele, para redenção nossa, é Amor elevado à enésima potência, “a Claridade perene, que, vinda ao mundo, ilumina todo Homem” (João, 1:9).
  
50 ANOS DE BRASÍLIA
A leitora Sônia Clariano Sabatine, de São José dos Campos/SP, enviou-me um e-mail em que relata: “Tenho acompanhado (via internet) seus artigos pelos jornais do Brasil e, especialmente, sua coluna no Jornal de Brasília, que têm nos apresentado sempre temas atualíssimos, que fazem parte dos nossos desafios como país e das nossas preocupações como pais e cidadãos. Gostaria de, por meio desta, parabenizá-lo pelo artigo ‘Brasília: a construção de um ideal’. Nele, ressalta o cinquentenário da nossa capital, apresentando os fatos históricos e espirituais que fizeram surgir no Planalto Central uma cidade bela, com uma arquitetura moderna, com excelentes índices de qualidade de vida e com a responsabilidade de abrigar a administração do nosso país”.
Grato, Sônia. Também amo Brasília.

TUTA DA JOVEM PAN
O amigo, empresário, dono e moto-contínuo da Rádio Jovem Pan Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o jovem Tuta, dedicou-me um exemplar de Ninguém faz sucesso sozinho – Bastidores dos anos de ouro da TV Record e da Jovem Pan. Na oportunidade, com a distinção que lhe é peculiar, escreveu-me: “Um abraço e senti muito sua ausência, mas compreendo. É a vida. Antonio Augusto Amaral de Carvalho”.
Nobilíssimo Tuta, sua obra realmente nos mostra o Ser Humano e a equipe plenos de empreendedorismo e humanidade, de que, aliás, o planeta tanto necessita. Parabéns! Retribuindo as fraternas palavras no seu livro, repleto de ação e estímulo, enviei-lhe, como singela homenagem, Crônicas e Entrevistas, um pequeno esforço de Boa Vontade que alguns amigos me incentivaram a compor. Salve 2010, esperança que se renova em nós! Forte abraço.

 

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

Jesus ressuscitou. E nós com Ele.
Paiva Netto

Minhas irmãs e meus amigos, minhas amigas e meus irmãos, a Semana Santa nos convida a refletir sobre o significado da ressurreição. Contém notável simbolismo, ainda que você literalmente nela não creia. Não há como negar-lhe o recado de renovação da esperança, mesmo nas piores contingências humanas e sociais. Jesus, o Cristo Ecumênico, ressuscitou. E nós com Ele, todas as vezes que integrados estamos no Seu pensamento de Amor, Justiça e Solidariedade. Foi sepultado, contudo reapareceu à visão de todos, três dias depois. Cada um deles correspondendo a uma figura da Trindade Sagrada, dispostas na ordem inversa: o Espírito Santo, o Cristo e a explosão de luzes quando Ele ressurgiu em Deus, que é o Senhor da Vida, o Criador de todas as criaturas, o Supremo Arquiteto do Universo.
Ora, qualquer inspiração para uma existência feliz deveria ser, sem restrições sectárias, buscada no texto bíblico em sua parte divina: “O testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (Apocalipse, 19:10). Os profetas são, pelos milênios, guardiães desse testamento, da mensagem de paz, equilíbrio e confiança que Deus envia aos seres terrestres. Se, vates que são, corajosos não fossem, se não enfrentassem com audácia os tropeços, como hoje herdaríamos o testemunho do Cristo? E esse não principia, conforme pensam alguns, no Evangelho segundo Mateus. Vem desde a Gênese mosaica, porque tudo foi uma preparação, consonante preconizava Alziro Zarur (1914-1979), para a Primeira Vinda do Provedor Celeste e o Seu retorno triunfal.

Jamais temer os desafios
Quando da crucificação do Mestre, clamavam entristecidos, e mesmo assustados, os Seus seguidores: “Jesus morreu!”.
No entanto, Ele ressuscitou. Por isso, jamais temamos coisa alguma, incluída a morte (sem que nunca a provoquemos), que é um fatalismo em toda existência material. Todavia, não nos esqueçamos de que a Vida é eterna. Não acabamos no túmulo ou servindo de pasto às aves de rapina. O corpo é somente a vestimenta da Alma. Daí a responsabilidade de cuidarmos bem dele.

Amparo espiritual
Que sentimento profundo nos toma à simples rememoração da trajetória magnífica do Cristo de Deus, que baixou até nós para que tenhamos espírito e vida, de forma que a promessa que lemos no Profeta Joel, 2:28 e 29, seja sempre realizada: “E acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias!”.
E Jesus, na Boa Nova segundo Marcos, 13:11, confirma: “Quando, pois, vos levarem e entregarem perante os tribunais, não vos preocupeis com o que havereis de dizer, mas aquilo que vos for concedido naquela hora, isso falai; porque não sois os que falais, porque o Espírito Santo falará por vós”.
Em Seu Evangelho segundo João, 11:25 e 26, o Cristo revela: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá eternamente. Credes, porém, nisto que vos digo?”.
Nós e tanta gente pelo mundo com lealdade proferimos: Sim, Jesus, cremos! cremos! cremos! E toda a nossa fortaleza está nessa inquebrantável convicção, porque Contigo aprendemos, nas anotações do Discípulo Amado, que Tu és a árvore, nós apenas os ramos. Portanto, nada poderemos realizar sem aquele poder que do Pai Celestial desce sobre o Filho. E esse Filho, sabemos que és Tu, Aquele que manda a nós os Anjos Benfeitores, consoante revela Paulo Apóstolo na Epístola aos Hebreus, 1:14: “em favor daqueles que hão de herdar a salvação”. Esses Anjos são os nossos amigos espirituais, Almas benditas, protetores, Espíritos de Deus, aqueles que também formam a gloriosa falange de Francisco de Assis, Patrono da LBV, que completou, em 1o de janeiro de 2010, 60 anos de profícua existência.

Vida nova
Eis, pois, que todo dia é recomeço para os que não desprezam o tempo e permanecem na Fé Realizante que inspira e promove as Boas Obras, destacadas por Jesus como incentivo para a vida, porquanto Ele próprio assevera: “Na vossa perseverança salvareis as vossas almas” (Evangelho segundo Lucas, 21:19).

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

 

Esporte é Vida, não violência! (Final)
Paiva Netto

Prossigo agora com o tema do artigo anterior, a Campanha da LBV, Esporte é Vida, não violência!, que promove a  Paz no meio esportivo.
No dia 28/2, a violência produziu mais uma vítima. Wallace Maranhão Morais perdeu a vida em um lamentável incidente, em João Pessoa/PB. A Federação Paraibana de Futebol emitiu nota manifestando “profundo pesar à família de Wallace, assassinado neste domingo, fato ocorrido longe das imediações do estádio Almeidão. Esclarece ainda que vem cumprindo todas as determinações legais do Estatuto do Torcedor, visando dar maior segurança: seguro-torcedor, policiamento, ambulância, médicos e enfermeiros. E vai além: a) proibiu a comercialização de bebidas alcoólicas dentro dos estádios, fato que reduziu incidentes entre torcedores; b) apoia a divulgação da Campanha da Legião da Boa Vontade de combate à violência nos estádios”.

MENSAGEM DE PAZ
Da Paraíba para Pernambuco. O Portal Boa Vontade destaca: “Na quarta-feira, 3 de fevereiro, Santa Cruz e Sport se enfrentaram no Estádio José do Rego Maciel, o Arruda, em mais uma partida válida pelo Campeonato Pernambucano. A LBV marcou presença com a sua Campanha Esporte é Vida, não violência!. Jovens da LBV fizeram a volta olímpica com a faixa da iniciativa, que tem como finalidade promover a Paz nos estádios e ginásios do Brasil e exterior, recebendo os aplausos dos 45 mil torcedores que compareceram ao ‘Clássico das Multidões’, o conhecido duelo entre as duas equipes. A Federação Pernambucana de Futebol (FPF) apoia a LBV na propagação da mensagem de Paz nos esportes, sempre presente nas partidas dos Campeonatos Estadual e Brasileiro e na Copa do Brasil”.

COPA DO MUNDO
No mês de junho, as nossas atenções estarão voltadas para a África do Sul, que sediará a Copa do Mundo. E por falar nisso, Dunga – comandante dos craques brasileiros – ao receber homenagem dos guris da LBV em Gravataí/RS, declarou: “É sempre um prazer estar com as crianças e parabenizar a LBV pelo trabalho que realiza. (...) É um ótimo trabalho o da Legião da Boa Vontade, basta ver a postura desses meninos”.
Grato, Dunga, por suas palavras de incentivo. Aqui, fica a nossa torcida pela conquista do hexacampeonato mundial.

MOMENTO ESPORTIVO
Acompanhe o noticiário e os jogos do time do seu coração pela Super RBV de Rádio. Em Porto Alegre, na AM 1.300, temos, de segunda a sexta, das 12 às 13 horas, o Momento Esportivo. Aos domingos, a partir das 15 horas, sintonize as inovadoras transmissões esportivas, sempre com um toque de Espiritualidade Ecumênica. Vale conferir.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

7 de abril: Dia Mundial da Saúde

Comemorada desde 1950, a data marca a criação, em 1948, da Organização Mundial da Saúde (OMS), que, em seu estatuto, define saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não consiste apenas na ausência de doença ou de enfermidade”. Por isso, a cada ano, o organismo aproveita a ocasião para conscientizar as pessoas de assuntos importantes relacionados com a saúde dos povos. O tema escolhido para 2010 é “Urbanismo e saúde”, por meio do qual se busca estimular a reflexão sobre os efeitos da urbanização na saúde de cada indivíduo e da coletividade. Para tanto, a OMS promoverá, de 7 a 11 de abril, a campanha 1000 Cidades, 1000 Vidas, que objetiva abrir espaços públicos para atividades de qualidade de vida e reunir mil histórias de campeões de saúde urbana, os quais tiveram iniciativas com impacto significativo em suas localidades.

A saúde também é uma das preocupações primordiais da Legião da Boa Vontade (LBV), que, há sessenta anos, empreende ações em prol do Ser Humano, este considerado em sua integralidade, ou seja, em seus aspectos físico, mental, social e espiritual. Além de desenvolver diariamente, em suas unidades socioeducacionais, atividades que contribuem para a saúde dos atendidos, a Instituição presta serviços de utilidade pública por meio do programa Viver é Melhor! — transmitido pela Boa Vontade TV (canal 23 da SKY) e pela Super Rede Boa Vontade de Rádio (www.radioboavontade.com) —, no qual especialistas e médicos dão informações sobre higiene e saúde em geral, além de dicas de como tratar as doenças mais comuns.

Nesta oportunidade, a LBV homenageia todos os profissionais da saúde pela dedicação e pelo empenho em seu ofício, oferecendo-lhes estas palavras do diretor-presidente da Instituição, o jornalista e escritor José de Paiva Netto: “Assim como precisamos de alimento para o corpo, necessitamos de Amor para a boa saúde da Alma”.

 

Dia Mundial da Água
Paiva Netto

Em 22 de março de 1992, as Nações Unidas divulgaram a “Declaração Universal dos Direitos da Água”. Despertar o interesse e maior consciência ecológica das populações e de seus governantes, sobretudo quanto à importância da água para a sobrevivência humana, foi o intuito do texto. No ano seguinte, na mesma data, a Assembleia-Geral da ONU declarou o 22 de março Dia Mundial da Água.
De lá para cá, surge crescente preocupação por parte dos povos no tocante à escassez dos recursos hídricos. Alguns analistas preveem, num futuro nem tão distante, conflitos armados tendo como pano de fundo a disputa por esse líquido valiosíssimo.

GUERRA PELA ÁGUA
O artigo assinado pelo professor de Economia norte-americano Jeffrey D. Sachs e publicado no Valor Econômico, em abril de 2009, é mais uma confirmação de que lamentavelmente o predito já se concretiza: “Muitos conflitos são provocados ou inflamados por escassez de água. Conflitos – do Chade a Darfur, no Sudão, do deserto Ogaden, na Etiópia, à Somália e seus piratas, bem como no Iêmen, Iraque, Paquistão e Afeganistão — acontecem em um grande arco de terras áridas onde a escassez de água está provocando colapso de colheitas, morte de rebanhos, extrema pobreza e desespero”.
E relata o articulista: “A Unesco, uma agência das Nações Unidas, publicou recentemente o Relatório de Desenvolvimento da Água de 2009; o Banco Mundial divulgou aprofundado estudo sobre a Índia (Economia hídrica indiana: preparando-se para um futuro turbulento) e sobre o Paquistão (Economia hídrica paquistanesa: o agravamento da seca); e a Asia Society divulgou uma visão geral das crises hídricas asiáticas (O próximo desafio asiático: assegurar o futuro hídrico na região)”.
Vejam a quanto chegamos. É urgente deter isso. Sachs afirma que “esses relatórios contam uma história similar. O suprimento de água é cada vez mais insuficiente em grandes partes do mundo, especialmente em suas regiões áridas. O rápido agravamento da escassez de água reflete o crescimento populacional, o esgotamento da água subterrânea, desperdício e poluição, e os enormes e cada vez mais desastrosos efeitos das mudanças climáticas resultantes da atividade humana. As consequências são dolorosas: seca e fome, perda de condições de subsistência, disseminação de enfermidades transmitidas pela água, migração forçada e até mesmo conflitos armados”.
O que fazer diante desse cenário apocalíptico? O próprio professor conclui: “Soluções práticas incluem muitos componentes, entre eles melhor gestão de recursos hídricos, tecnologias mais aperfeiçoadas para aumentar a eficiência no uso da água e novos investimentos assumidos em conjunto por governos, pelo setor empresarial e por organismos cívicos”.

SENTIMENTOS DESGOVERNADOS
Mas com o passar dos dias, tal problema só virá a crescer, se providências realmente eficazes, muitas vezes postergadas, não forem estabelecidas. Os seres humanos, mesmo em lugares onde o líquido preciosíssimo é escasso, vêm profanando esse elemento natural, sem o que não poderemos subsistir. Quando a pessoa tem os sentimentos desgovernados, tudo à sua volta sofre contaminação.

ACESSO À ÁGUA POTÁVEL
Uma reportagem de Luana Lourenço, da Agência Brasil, informa-nos que “o mundo deverá alcançar o Objetivo do Milênio de reduzir pela metade o número de pessoas sem acesso à água potável. A cinco anos do prazo para a meta, que vence em 2015, 87% da população mundial dispõe de fontes de abastecimento de água potável, de acordo com o relatório divulgado hoje (15/3) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Apesar do avanço em relação ao acesso à água potável, os números sobre o saneamento básico ainda são ruins. Mais de 2,6 bilhões de pessoas – 39% da população mundial – continuam sem esse serviço. De acordo com o documento, o problema ainda mata anualmente 1,5 milhão de crianças de até 5 anos. As crianças e mulheres, segundo a OMS/Unicef, são as mais atingidas pelas dificuldades no acesso à água e na falta de saneamento básico”.
Não estamos aqui para apavorar ninguém. Visamos ressaltar subsídios que reclamam postura imediata das populações da Terra, de respeito à nossa morada coletiva. Aí estão os alertamentos. Que não faltem, pois, de parte dos governos e da sociedade, as imprescindíveis e corretivas medidas, enquanto há tempo. Se é difícil, comecemos ontem!
Como sempre, a Palavra de Jesus permanece atual. Ao Lhe perguntarem de que modo se comportariam as criaturas na proximidade de tempos de grande aflição, anunciados desde o Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, respondeu que, tal qual as épocas de Noé e Ló, a distração seria maior do que os cuidados que a gravidade dos fatos exigiria (Evangelho segundo Lucas, 17:26-30). Não é forçoso acreditar “nessas coisas de natureza religiosa” para perceber que um quadro pintado com cores fortes se configura.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

 

Brasil rumo à África do Sul
Paiva Netto

Faltando precisamente um mês para a Copa do Mundo na África do Sul, o técnico da seleção brasileira de futebol, Dunga, apresentou na terça-feira, 11/5, num hotel na zona oeste do Rio de Janeiro/RJ, a convocação dos 23 atletas que levará para o mais importante torneio de futebol do planeta. A Super Rede Boa Vontade de Comunicação (rádio, TV e internet) participou, ao vivo, do evento.
A lista, cercada de grande expectativa, finalmente foi revelada. Na entrevista coletiva que concedeu à imprensa, logo após a divulgação dos nomes selecionados, Dunga declarou: “Ser treinador tem um preço, e estou disposto a pagar por isso, assim como os jogadores. Os atletas estão prontos para se doar. Cada um que está na seleção tem que ser patriota. Peço o apoio do torcedor, que ele nos incentive. Vamos nos doar ao máximo por nosso país (...). Jamais vou envergonhar o povo brasileiro. Eu tenho um único interesse, assim como a comissão técnica e os jogadores: fazer o melhor. Vamos sofrer, mas vai dar certo”, prometeu.
O jornalista Francisco Aiello, no Momento Esportivo Especial, da Super RBV, trouxe furo de reportagem ao antecipar a convocação do atacante Grafite.
A equipe esportiva da Super Rádio Brasil, 940 AM, Rede Boa Vontade de Rádio, em rede nacional, trará boletins diários, análises e palpitantes matérias sobre todo o evento esportivo, com seu reconhecido time de profissionais, formado por Marcelo Figueiredo, Pedro Paulo Torres, Maurício Moreira, Francisco Aiello, André Gonçalves, Gustavo Adolfo, Gerson Junior, Fábio Morais, Rafael Araújo, Hugo Lago e Gustavo Pena. E, diretamente da África do Sul, o polivalente repórter Leonardo Baran fará cobertura in loco do campeonato. No Rio Grande do Sul, você sintoniza a Super RBV pela AM 1.300, de Porto Alegre, com o nosso companheiro Luciano Paixão.
A preparação do grupo rumo ao hexa tem início no próximo 21/5. Os exames médicos e testes físicos serão realizados no Centro de Treinamento do Atlético-PR, em Curitiba/PR. A seleção brasileira fica concentrada na capital paranaense até 26/5, quando embarca para a pátria de Nelson Mandela. O Hotel Fairways, na região de Randburgo, em Johannesburgo, foi escolhido pela CBF para receber os jogadores. Antes da estreia, em 15/6, contra a Coreia do Norte, no estádio Ellis Park, em Johannesburgo, às 15h30 (de Brasília), o Brasil deverá fazer dois amistosos, ainda sem a definição dos adversários. Cinco dias após, enfrentará a Costa do Marfim no Soccer City, na mesma cidade e horário. Pela última rodada do Grupo G, teremos no dia 25/6, às 11 horas (de Brasília), em Durban, o confronto com nossos irmãos portugueses.

CRAQUES APOIAM A LBV
Juntar a alegria do esporte com o imprescindível incentivo e amparo aos que vivem em vulnerabilidade social, em particular nossas crianças. Este é o grande objetivo da Campanha da Legião da Boa Vontade África do Sul 2010 — Fiz um gol pela infância brasileira! Esta iniciativa da LBV, que mantém em todo o país diversos programas socioeducacionais, presta também homenagem aos ícones do futebol brasileiro Pelé, Zagallo, Zico, Marcos e Cafu, que sempre apoiaram as atividades da Instituição e igualmente autografaram, ao lado de outras estrelas do futebol nacional e internacional, uma camisa a ser entregue em agradecimento aos que contribuírem com a LBV. Engajaram-se nessa ação solidária os jogadores Diego Souza (Palmeiras); Fred (Fluminense); Kleber e Sandro (Internacional); Miranda (São Paulo); Robinho (Santos); Vagner Love (Flamengo); Victor (Grêmio); André Santos (Fenerbahçe, da Turquia); Doni, Juan e Júlio Baptista (Roma, da Itália); Elano (Galatasaray, da Turquia); Felipe Melo (Juventus, da Itália); Gilberto Silva (Panathinaikos, da Grécia); Josué (Wolfsburg, da Alemanha); Julio César e Maicon (Inter de Milão, da Itália); Lucas (Liverpool, da Inglaterra); Luisão e Ramires (Benfica, de Portugal); Nilmar (Villarreal, da Espanha); e Ronaldinho Gaúcho (Milan, da Itália).
Saiba como colaborar para essa Campanha da LBV e, assim, garantir sua camisa autografada pelos esportistas, acessando www.euajudoamudar.org.

JESUS E AS MÃES
A professora Adriane Schirmer, de São Paulo/SP, enviou-me e-mail no qual destaca meu artigo “Jesus e as Mães”: “O que dizer de tão comovida prece? Numa sociedade em que o Dia das Mães é direcionado às vendas, o senhor não se esquece nem daquelas que já estão no mundo espiritual, zelando, com certeza, pelos que aqui ficaram”.
Grato, professora Adriane. A maternidade é um sol que não se apaga.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

 

A revolução que falta acontecer (final)
Em reportagem, Leila Sterenberg destacou que “real e virtual se misturam, um alimenta o outro, eu e você, que somos feitos de átomos, passamos a existir também em bits.”

Paiva Netto

Prosseguindo com o tema “avanço tecnológico e a nossa sobrevivência no futuro”, trago, conforme aqui prometido, aspecto abordado no programa Espaço Aberto – Ciência & Tecnologia”, da Globonews, apresentado pelos jornalistas Luiz Fernando Silva Pinto e Leila Sterenberg.

ÁTOMOS X BITS
Na reportagem, Leila Sterenberg destacou que “a única certeza que se tem em relação ao futuro é que é em direção a ele que a gente vai, mas, pelo rumo que a vida no planeta vem tomando, o chamado mundo virtual se impõe cada vez mais. Real e virtual se misturam, um alimenta o outro, eu e você que somos feitos de átomos passamos a existir também em bits. O que gerou um curioso e oportuno comentário de Fábio Gandour, cientista-chefe da IBM Brasil: “Daqui para a frente, o que for permitido substituir de átomos para bits será substituído, e é bom que seja. Porque — o que está acontecendo? — a população no planeta está aumentando, o número de átomos no planeta é finito, por incrível que pareça, finito e calculável, na grande potência de 10. A população está aumentando, e nosso consumo em átomos, em materiais, está cada vez maior. O corolário desse teorema, se a gente continuar consumindo dessa forma, crescente, numa população que também é crescente, eu sei que vai parecer pouco normal o que vou dizer, mas vou dizer mesmo assim: vai faltar átomo para os habitantes do planeta. Então, é melhor que a gente substitua alguns átomos por bits, porque pelo menos assim a gente garante um estoque de átomos para as gerações que estão por vir. O futuro só será uma maravilha se nós, no presente, tomarmos algumas providências para que esse futuro de fato seja melhor. Cabe ao telespectador pensar nisso e ver o que ele precisa fazer, planejar e transmitir, principalmente aos mais jovens,  para que a gente tenha um futuro melhor”.
O programa foi finalizado com este pensamento de Arthur Clarke (1917-2008), escritor, cientista e visionário, que considerava o presente a maior inspiração para o futuro: “Comunicação e tecnologia são necessárias, mas não bastam para que nós, humanos, nos relacionemos bem. É por isso que ainda há muitos conflitos no mundo. A tecnologia nos ajuda a reunir e difundir informações, mas ainda precisamos de qualidades como tolerância e compaixão para alcançar um entendimento entre povos e nações”.
Trata-se de grande verdade que urge vivenciarmos. O Novo Mandamento de Jesus – “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” – singulariza o Amor que torna a criatura capaz de doar-se em prol do seu semelhante. É indispensável fator de equilíbrio. Ora, o progresso é necessário, mas a preservação da vida no planeta é o mínimo de bom senso que se espera de todos. Eis a revolução que falta acontecer.

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

 

A Sublime Existência entre nós

Paiva Netto
 
No capítulo 17 do Evangelho narrado por João, Jesus deixou-nos uma das mais belas e tocantes páginas de Sua Sublime Existência — a Oração ao Pai Celestial, em que mostra toda a força do Seu Amor àqueles que Lhe foram entregues por Deus para cuidar. E, como dedicado Pastor do rebanho humano, ensinou a respeito do Seu Mandamento Novo — “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos”. Assegurou que “ninguém tem maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos” (Evangelho segundo João, 13:34 e 35; 15:13). E o Cordeiro de Deus imolou-Se pelo mundo. Até em favor dos que se consideravam Seus adversários e O levaram à crucificação. De fato, não há maior altruísmo que esse — oferecer-se em sacrifício pela Humanidade, alheia à sua sobrevivência coletiva. Ocorre, no entanto, que ao terceiro dia o Cristo Ecumênico ressuscitou, esteve quarenta dias com os discípulos, e o anúncio de Seu glorioso retorno à Terra — não mais para ser crucificado — é tão presente na Sua Missão, que os Anjos o confirmam no momento de Sua volta ao Plano Espiritual: “E ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem O encobriu dos seus olhos. E, estando todos com a visão fita no Céu, enquanto Ele subia, eis que dois Anjos vestidos de branco se puseram ao lado deles, e lhes perguntaram: Galileus, por que estais olhando para o Alto? Este Jesus, que dentre vós foi alçado aos Céus, assim voltará como O vistes subir” (Atos dos Apóstolos, 1:9 a 11).

MAIOR ÊNFASE À RESSURREIÇÃO
Em 1o de abril de 1983, Sexta-Feira Santa, na Casa D’Itália, Salvador/BA, ao lançar o Livro Jesus, declarei: Na Sua vitória sobre a morte está a mola impulsionadora do Cristianismo, a certeza do triunfo, sobre si mesmos, dos Seus discípulos. A grande Mensagem da Semana Santa na atualidade, quando os povos insistem em invocar a morte, fazendo dela a sua deusa, é que o Divino Chefe nunca esteve realmente morto. O Espírito não se extingue. Razão por que somos imortais. Fomos criados à imagem e semelhança do Altíssimo. E “Deus é Espírito”, consoante revelou o Educador Celeste à samaritana no poço de Jacó (Evangelho segundo João, 4:24). Jesus Espírito ressurgiu aos olhos humanos. Com esse ato extraordinário, criou na alma dos Seus seguidores coragem capaz de enfrentar todos os ódios e perseguições mundanas, sem que sejam também portadores desse comportamento malsão. Por isso sempre destaco que valentia é aceitar uma incumbência, por mais difícil que pareça, e levá-la, com todo o brio, até o término. Sem desanimar, com os olhos fitos no Cristo de Deus.

JESUS VENCEU A MORTE 
Conta o Evangelho conforme Lucas, 9:60, que certa feita a um jovem que desejava segui-Lo, contudo antes pretendia sepultar o pai, que morrera, o Excelso Pedagogo, com o intuito de testá-lo, aconselhou: “Deixa aos mortos enterrarem seus mortos. Tu, porém, vai, e anuncia o Reino dos Céus”. E nas anotações de Marcos, 12:27: “Deus não é Deus de mortos, mas de vivos”, isto é, de seres eternos. E completou: “Por não crerdes nisto, errais muito”.
O inesquecível recado de Sua Paixão, principalmente para esta época de Tempos chegados, é a vitória sobre a morte.
Na Primeira Carta aos Coríntios, 15:55, encontramos esta contudente indagação do Apóstolo Paulo: “Morte, onde está a tua vitória? Onde, o teu aguilhão?”.
Na verdade, os mortos não morrem. Para os que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir, a morte é um boato.
Ao suplantá-la, Jesus pôde demonstrar o que dissera na Boa Nova dos relatos de João, 16:33: “Eu venci o mundo”. E o Mestre quer que, com Ele, igualmente o façamos. Quando as nações conhecerem melhor a realidade da vida espiritual, eterna, vão reformular tudo nos relacionamentos sociais, inclusive no âmbito planetário. Por enquanto, a sociedade permanece firmada quase que unicamente na matéria, que é um manto a esconder do Ser Humano o verdadeiro sentido de sua existência. Daí os equívocos, por vezes trágicos, não apenas na religião, mas na política, na arte, nos esportes, na ciência, na filosofia, e por aí vai. É comparável à lenda egípcia dos peixes que, vivendo no fundo de um laguinho, não davam crédito às notícias da presença de rios, mares e oceanos imensamente superiores ao seu restrito hábitat, preferindo, temerosos, vagar pela escuridão da mediocridade.
É o caso das criaturas terrenas imprevidentes, ameaçando-se a si mesmas com os perigos inenarráveis de uma destruição indescritível, pois o pequeno lago veio a secar e todos sucumbiram estorricados. Entretanto, como afirmava Teócrito (320-250 a.C), “enquanto há Vida, há esperança”. E a Vida é eterna.

DE XAPURI PARA O MUNDO
Na segunda-feira, 29/3, aos 83 anos, o veterano jornalista e cronista esportivo Armando Nogueira voltou à Pátria Espiritual. Um dos nomes mais importantes do telejornalismo brasileiro, Armando tinha no esporte a sua grande paixão. Autor de vários livros, conseguiu dar à prática esportiva caráter poético e filosófico.
Em 1997, quando recebi das mãos do dr. João Havelange o Troféu Bola de Ouro pela Campanha “LBV — Esporte é Vida, não violência!”, Armando afirmou: “Eu me orgulho muito em ver sempre nos estádios uma faixa com o slogan da LBV contra a violência. Sou também um apóstolo contra a violência. A LBV tem prestado um serviço muito grande, indo aos estádios e desfraldando a bandeira da confraternização e da Paz”.
Solidarizo-me com os parentes e amigos do nobre jornalista, enviando vibrações de Paz ao seu Espírito eterno.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

 

A Sublime Existência entre nós

Paiva Netto
 
No capítulo 17 do Evangelho narrado por João, Jesus deixou-nos uma das mais belas e tocantes páginas de Sua Sublime Existência – a Oração ao Pai Celestial, em que mostra toda a força do Seu Amor àqueles que Lhe foram entregues por Deus para cuidar. E, como dedicado Pastor do rebanho humano, ensinou a respeito do Seu Mandamento Novo – “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos”. Assegurou que “ninguém tem maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos” (Evangelho segundo João, 13:34 e 35; 15:13). E o Cordeiro de Deus imolou-Se pelo mundo. Até em favor dos que se consideravam Seus adversários e O levaram à crucificação. De fato, não há maior altruísmo que esse – oferecer-se em sacrifício pela Humanidade, alheia à sua sobrevivência coletiva. Ocorre, no entanto, que ao terceiro dia o Cristo Ecumênico ressuscitou, esteve quarenta dias com os discípulos, e o anúncio de Seu glorioso retorno à Terra – não mais para ser crucificado – é tão presente na Sua Missão, que os Anjos o confirmam no momento de Sua volta ao Plano Espiritual: “E ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem O encobriu dos seus olhos. E, estando todos com a visão fita no Céu, enquanto Ele subia, eis que dois Anjos vestidos de branco se puseram ao lado deles, e lhes perguntaram: Galileus, por que estais olhando para o Alto? Este Jesus, que dentre vós foi alçado aos Céus, assim voltará como O vistes subir” (Atos dos Apóstolos, 1:9 a 11).

MAIOR ÊNFASE À RESSURREIÇÃO
Em 1o de abril de 1983, Sexta-Feira Santa, na Casa D’Itália, Salvador/BA, ao lançar o Livro Jesus, declarei: Na Sua vitória sobre a morte está a mola impulsionadora do Cristianismo, a certeza do triunfo, sobre si mesmos, dos Seus discípulos. A grande Mensagem da Semana Santa na atualidade, quando os povos insistem em invocar a morte, fazendo dela a sua deusa, é que o Divino Chefe nunca esteve realmente morto. O Espírito não se extingue. Razão por que somos imortais. Fomos criados à imagem e semelhança do Altíssimo. E “Deus é Espírito”, consoante revelou o Educador Celeste à samaritana no poço de Jacó (Evangelho segundo João, 4:24). Jesus Espírito ressurgiu aos olhos humanos. Com esse ato extraordinário, criou na alma dos Seus seguidores coragem capaz de enfrentar todos os ódios e perseguições mundanas, sem que sejam também portadores desse comportamento malsão. Por isso sempre destaco que valentia é aceitar uma incumbência, por mais difícil que pareça, e levá-la, com todo o brio, até o término. Sem desanimar, com os olhos fitos no Cristo de Deus.

JESUS VENCEU A MORTE
Conta o Evangelho conforme Lucas, 9:60, que certa feita a um jovem que desejava segui-Lo, contudo antes pretendia sepultar o pai, que morrera, o Excelso Pedagogo, com o intuito de testá-lo, aconselhou: “Deixa aos mortos enterrarem seus mortos. Tu, porém, vai, e anuncia o Reino dos Céus”. E nas anotações de Marcos, 12:27: “Deus não é Deus de mortos, mas de vivos”, isto é, de seres eternos. E completou: “Por não crerdes nisto, errais muito”.
O inesquecível recado de Sua Paixão, principalmente para esta época de Tempos chegados, é a vitória sobre a morte.
Na Primeira Carta aos Coríntios, 15:55, encontramos esta contudente indagação do Apóstolo Paulo: “Morte, onde está a tua vitória? Onde, o teu aguilhão?”.
Na verdade, os mortos não morrem. Para os que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir, a morte é um boato.
Ao suplantá-la, Jesus pôde demonstrar o que dissera na Boa Nova dos relatos de João, 16:33: “Eu venci o mundo”. E o Mestre quer que, com Ele, igualmente o façamos. Quando as nações conhecerem melhor a realidade da vida espiritual, eterna, vão reformular tudo nos relacionamentos sociais, inclusive no âmbito planetário. Por enquanto, a sociedade permanece firmada quase que unicamente na matéria, que é um manto a esconder do Ser Humano o verdadeiro sentido de sua existência. (...) Entretanto, como afirmava Teócrito (320-250 a.C.), “enquanto há Vida, há esperança”. E a Vida é eterna.

DE XAPURI PARA O MUNDO
Na segunda-feira, 29/3, aos 83 anos, o veterano jornalista e cronista esportivo Armando Nogueira voltou à Pátria Espiritual. Um dos nomes mais importantes do telejornalismo brasileiro, Armando tinha no esporte a sua grande paixão. Autor de vários livros, conseguiu dar à prática esportiva caráter poético e filosófico.
Em 1997, quando recebi das mãos do dr. João Havelange o Troféu Bola de Ouro pela Campanha “LBV — Esporte é Vida, não violência!”, Armando afirmou: “Eu me orgulho muito em ver sempre nos estádios uma faixa com o slogan da LBV contra a violência. Sou também um apóstolo contra a violência. A LBV tem prestado um serviço muito grande, indo aos estádios e desfraldando a bandeira da confraternização e da Paz”.
Solidarizo-me com os parentes e amigos do nobre jornalista, enviando vibrações de Paz ao seu Espírito eterno.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com


As curas de Jesus (I)
Paiva Netto

Nos Atos dos Apóstolos de Jesus, 19:11 e 12, o médico-evangelista Lucas relata: “E Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários, a ponto de levarem aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal, diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas, e os espíritos malignos se retiravam”.
Ante essa passagem, recordei-me de uma página de A face oculta – Inusitadas e reveladoras histórias da Medicina, do médico e escritor gaúcho Moacyr Scliar, cujo título destaca “As curas de Jesus”. Trata-se de capítulo instrutivo de uma obra que prende totalmente a atenção de quem a lê.
“Ao longo de sua passagem pela Terra, a figura de Jesus vai se modificando: temos primeiro o bebê que nasce na manjedoura, depois o menino que assombra os sábios no templo, depois o pregador que arrebata multidões, o líder irado que expulsa os vendilhões. E há também – muito importante – o Jesus que cura: ‘Eis que se aproximou um leproso, prostrou-se diante dele e disse: Senhor, se quiseres, poderás limpar-me. E Jesus, estendendo a mão, tocou-o e disse: Quero, fica limpo. No mesmo instante o homem ficou livre da lepra’ (Mateus, 8:1). A esta cura seguem-se muitas outras: coxos, aleijados, cegos. O ápice desta sequência é a ressurreição de Lázaro, em que a própria morte é derrotada. Numa época em que a medicina praticamente inexistia, as curas de Jesus arrebatavam multidões.
“Mesmo porque nisso, como em outras coisas, Jesus era revolucionário. O Antigo Testamento fala muito sobre o corpo e suas doenças, mas detém-se sobretudo nas medidas sanitárias. (...) A doença, sobretudo a doença epidêmica, é vista como castigo divino, e não é de admirar que o Senhor recorra às pragas para intimidar o Faraó. Por outro lado, há muitas regras para manter a saúde: regras de limpeza corporal, regras dietéticas, regras sobre como vestir. Não há curas, muito menos mágicas. A exceção é o episódio em que o profeta Elias ressuscita uma criança; curiosamente Elias, que foi arrebatado ao céu num carro de fogo, é considerado um precursor de Jesus”.
Eliseu, discípulo de Elias, faz sarar o general Naamã. Era leproso. O profeta mandou-o lavar-se no rio. Curou-se.
E prossegue o dr. Scliar:
“Em resumo: o Antigo Testamento é o domínio da saúde pública; o Novo Testamento introduz a medicina curativa, individual.
“O cristianismo herdou de Jesus a tarefa de cuidar dos doentes. Os hospitais foram, caracteristicamente, instituições cristãs e durante a Idade Média os frades eram os depositários da medicina. Com o que uma imensa necessidade social era atendida, como o demonstram, no Brasil, as Santas Casas”.
Parabéns ao ilustre dr. Moacyr Scliar. Presta-se a vários estudos sua esclarecida visão peculiar dos Antigo e Novo Testamentos.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

As curas de Jesus (Final)
Paiva Netto

Na semana passada, apresentei-lhes trechos de memorável página do dr. Moacyr Scliar, constante da obra dele “A face oculta – Inusitadas e reveladoras histórias da Medicina”. Gostei muito do foco que deu ao tema saúde, numa elucidativa compreensão extraída de episódios dos Velho e Novo Testamentos, com especial destaque para as curas promovidas por Jesus.

SAÚDE ESPIRITUAL
Voltando aos meus comentários, ainda sobre a saúde física e espiritual, numa entrevista que concedi à jornalista portuguesa Ana Serra, em 19 de setembro de 2008, recebi dela a seguinte indagação:
“No livro ‘Reflexões da Alma’ o senhor evidencia a ligação entre o Espírito e o corpo, sendo que a tranquilidade da alma pode sarar o corpo. De que forma? Essa paz de espírito está acessível a todos?”.
Minha prezada colega, tudo é originário do Espírito. O corpo é a nossa vestimenta provisória. Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já trabalha a importância da saúde espiritual. Há muitas pesquisas sérias que indicam como a Espiritualidade influencia o bem-estar de um indivíduo. E a ferramenta competente a ser movida para alcançarmos a tranquilidade de Alma é, num orbe tão carente, a prece acompanhada da efetiva ação de Solidariedade (que sempre deveria nortear o serviço dos governos), sem o que o exercício da oração, nascida da sintonia com Deus (ou, para os que não têm crença religiosa, a vivência dos mais elevados sentimentos), somente poderia, em certos casos, transformar-se em mais uma execrável personificação de egoísmo. Para melhor entendimento da Fé espiritual e socialmente ativa, cunhei a expressão Fé Realizante: aquela que nos une aos Poderes Superiores, pacifica nossa Alma e nos motiva a realizar o Bem da sociedade. A Fé Realizante é, portanto, a que impulsiona os desbravadores do progresso no mundo, impedindo a estagnação das comunidades. Seu dever é criar e agir num ambiente sem intolerância, que vem sendo, pelos séculos, um dos maiores tormentos da Humanidade. (...)

COMO CURAR O CORPO
Então percorramos o sentido contrário do caminho que leva o homem à doença. Vivamos em ligação com o Pai Celestial. Não descaiamos nas armadilhas que enfermam o nosso organismo. E aí se tornará patente, mesmo ao mais cético dos homens, ou das mulheres, que o respeito às coisas espirituais compõe forte elemento para toda cura. Como já escrevi, os remédios são mais eficientes onde vige o Amor.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

Dia da Escola
15 de março

Depois da família, a escola é o primeiro grupo social a que as pessoas pertencem. Dada sua importância, a Legião da Boa Vontade (LBV) congratula-se com todos os que se empenham na construção de um espaço escolar no qual os educandos, além de se desenvolverem intelectualmente, possam acrescentar valores que os levem a tornar-se cidadãos de bem. A propósito, a LBV orgulha-se de comemorar esta data com os profissionais de suas escolas de educação básica, Centros Comunitários e Educacionais e lares para crianças e adolescentes e para idosos.

As ações socioeducacionais da Instituição recebem a aplicação da Pedagogia do Afeto e da Pedagogia do Cidadão Ecumênico, que compõem proposta educacional do diretor-presidente da LBV, José de Paiva Netto. Utilizada com sucesso nos programas empreendidos em todo o Brasil, tem metodologia própria: o Método de Aprendizagem por Pesquisa Racional, Emocional e Intuitiva (MAPREI), cujo foco é o desenvolvimento da inteligência do cérebro e, sobretudo, do potencial que existe no coração dos educandos, de modo que se alie raciocínio e sentimento.

Essa inovadora pedagogia, que fundamenta na importância da educação integral do Ser Humano (considerado em suas dimensões espiritual, biológica, psicológica e social), une o aspecto racional do processo ensino–aprendizagem aos valores éticos, ecumênicos e espirituais, com o objetivo de preparar indivíduos conscientes de seus direitos e deveres e sem quaisquer preconceitos, bem como o de torná-los aptos para participar do contínuo progresso do país e da construção de uma sociedade verdadeiramente solidária.

Por isso, no Dia da Escola, a LBV dedica a educandos, professores, gestores e profissionais que fazem parte das instituições educacionais, cuja atuação é imprescindível para a Humanidade, estas palavras do educador Paiva Netto, para reflexão: “Enquanto não prevalecer o ensino eficaz por todos os de bom senso almejado, qualquer nação padecerá cativa das limitações que a si mesma se impõe”.