CRÔNICAS

 

CRÔNICA - Joel Cintra Borges

As sete leis espirituais do sucesso

O autor desse livro é um médico indiano chamado Deepak Chopra, muito conhecido nos Estados Unidos, onde está radicado há muitos anos. A obra, que foi lançada em 1994 e tem muito da cultura hinduísta, fez enorme sucesso, já tendo ultrapassado a casa dos cinco milhões de exemplares vendidos no mundo todo. O termo sucesso empregado por ele não envolve apenas, ou necessariamente, o mundo financeiro, tendo um sentido muito mais amplo: é o verdadeiro bem-estar físico, mental e espiritual da criatura humana. Provavelmente aquilo que em nosso mundo ocidental denominamos felicidade!
1. Lei da potencialidade pura – Buscar a percepção de nosso verdadeiro Eu, com a prática diária do silêncio, da meditação, do não-julgamento e do contato com a natureza. Dessa forma nos alinhamos com o poder que tudo manifesta no Universo.
2. Lei da doação – Oferecer diariamente alguma coisa a todas as pessoas com as quais entrarmos em contato. O Universo opera através de trocas dinâmicas; dar e receber são diferentes aspectos do fluxo de energia. Aquele que nada dá interrompe a corrente da abundância, com a ideia mesquinha de que a natureza é pobre. A força motriz por trás da doação deve ser a felicidade – se quiser amor, alegria ou coisas boas, dê o mesmo aos outros.
3. Lei do Carma ou de causa e efeito – A palavra Carma, ou Karma, no Sânscrito (língua antiga da Índia), quer dizer apenas “ação”, que pode ser boa ou má. Assim, colhemos o que plantamos. Todo ato gera uma energia que retorna com a mesma intensidade. Quando nossas ações e escolhas conscientes trazem felicidade para os outros, o fruto de nosso Carma só pode ser felicidade!
4. Lei do mínimo esforço – A inteligência da natureza funciona sem esforço: as flores não tentam desabrochar, elas desabrocham; os pássaros não tentam voar, eles voam. Pensar assim: “Hoje aceitarei pessoas, circunstâncias e fatos como eles se apresentarem”.
5. Lei da intenção e do desejo – Inerente a toda intenção e desejo, está a mecânica para a sua realização. No nível da mecânica quântica, o Universo é uma extensão de nosso corpo, e nossa intenção detona transformações de energia e informação, e organiza sua própria realização. Assim, devemos ter uma noção clara do que desejamos.
6. Lei do distanciamento – No distanciamento está a sabedoria da incerteza, e nesta sabedoria está a libertação do passado, do conhecido, que é a prisão dos velhos condicionamentos. Quando nos abrimos ao desconhecido, ao campo de todas as possibilidades, entregamo-nos à mente criativa que orquestra a dança do Universo.
7. Lei do Darma, ou do propósito da vida – A palavra Darma também vem do Sânscrito e quer dizer “propósito da vida”. A lei do Darma diz que todo ser humano tem um talento único que deve ser encontrado e colocado para servir ao todo. Dessa forma, a pergunta que devemos fazer é: “Como posso ajudar?” E não: “O que vou ganhar com isso?”
O autor diz que, na medida do possível, devemos concentrar-nos em uma lei a cada dia da semana, começando com a da poten-cialidade pura e ir seguindo a ordem. Fica o convite aos caros leitores para a leitura da obra, que é bem fácil e interessante!

Marmelada

Hoje vou imitar o colega Sérgio, também colunista deste jornal e falarei sobre Fórmula 1.
Não é falta de criatividade, mas sim indignação.
Já passei muitas manhãs de domingo na frente da TV assistindo corridas.
Adorava e torcia muito pelo Piquet, o pai.
Não gostava do Prost e nem do Senna.
Ria muito do Mansel.
Vi carros incríveis e belíssimos, como a Lotus preta.
Vi também carros esquisitos, como uma Tyrrel de seis rodas.
Torcia para chover, torcia para a pista secar.
Fórmula 1 era puro prazer e diversão.
Domingo foi minha última corrida.
Continuo adorando velocidade sobre quatro rodas, mas o vermelho da Ferrari cobriu o esporte de vergonha, e a covardia de pilotos como Massa agora, e Barrichelo, anteriormente, cobriu o orgulho brasileiro de um roxo raivoso.
O contrato (dinheiro) fala mais alto, então para quê competir. Um videogame é mais emocionante.
É melhor ver as provas da Nascar, onde o merchandisign se mistura com carrinhos de batida numa arena de alta velocidade, verdadeiros gladiadores do asfalto.
A Fórmula 1 virou um concurso virtual, com os carros sendo controlados à distância por interesses diversos. Atingiram o ponto máximo do desrespeito à competitividade.
Tomara que o próximo contrato dos pilotos brasileiros seja com a CICA.