DO LEITOR

DELEGAÇÃO:
“delegar a coisa certa
para a pessoa certa”

(parte 6)

“As pessoas ficam com inveja quando você decide fazer o que ninguém pensou que
você faria, ou poderia fazer. Você apenas tem que fazer. Saiba sua missão na vida”.

Continuando com as “21 regras para a Delegação”, aqui vai a 17) “Esteja certo de que uma tarefa delegada possa ser realizada. Tarefas impossíveis desmotivam”. Neste item podemos aplicar várias regras da Delegação, que, aliás, já vimos: primeiramente temos que conhecer bem a pessoa a quem vamos delegar; devemos saber as limitações que essa pessoa tem; temos que explicar a tarefa a ser feita, de forma clara e precisa; e finalmente, que a tarefa possa ser realizada (pela aquela pessoa). Além do mais, se você der uma tarefa impossível de ser realizada, a quem você está enganando? Lembrem-se do caso da fábrica de biquínis, aquele em que a empresária estipulou metas impossíveis de serem atingidas, somente para conseguir mais produção. 18) “Explique a importância da delegação e a importância das tarefas delegadas”. Toda a tarefa a ser realizada numa empresa, pré supõe-se que seja importante, e você não poderá fugir a regra. Lembre-se que, ao delegar uma tarefa fútil a um subordinado, você o estará colocando numa situação complicada. Suponhamos que o “chefão” interfira nesse processo, e descubra a futilidade da tarefa, vai sobrar para quem? Não vale a pena correr o risco. 19) “Aprenda a conviver com formas de trabalhos diferentes daqueles que você obteria se realizasse pessoalmente a tarefa. Duas pessoas realizam o mesmo trabalho de forma diferente”. Convenhamos: você realmente está interessado no resultado final, não é? Exemplo: se você pediu ao seu subordinado para trocar, no Banco, uma nota de cem reais, e, ao perceber que o Banco estava abarrotado de gente, ele preferiu trocar a nota na padaria. Faz alguma diferença para você? O resultado não foi o mesmo? E até mais rápido? Então, mantenha o seu foco no resultado, e não na forma, desde que ela não comprometa o resultado final. As regras números 20 e 21 são parecidas, e expressam, praticamente, o mesmo sentido: 20) “Evite delegar tarefas: de sua exclusiva responsabilidade e de seu exclusivo interesse; de ordem pessoal ou privada; triviais ou mesquinhas”. Todos nos sabemos que existem determinadas tarefas que não podemos delegar, quer sejam de ordem pessoal, profissional ou afetiva. 21) “Siga as regras: execute as tarefas que são de sua responsabilidade; delegue tanta responsabilidade quanto possível nas tarefas para subordinados competentes; despreze as tarefas não-importantes”. Creio que não preciso fazer comentários. Agora, se me permitem, eu gostaria de falar sobre a mais importante delegação que todos vocês terão que fazer em outubro deste ano: o voto. Pensem bem na responsabilidade que terão ao delegar seus direitos e expectativas, como cidadãos, nas mãos de uma pessoa que, no mínimo, terá que merece-la. Hoje em dia, não há mais desculpas para não saber quem é a pessoa que você depositará sua confiança. A Internet está aí para fornecer todas as informações sobre o seu propenso candidato. Investigue, converse com seus amigos, e, acima de tudo, não se deixe influenciar por sugestões ou falsas promessas. Do seu voto dependerá o futuro do seu país, o futuro de uma nova geração que, no mínimo, merece a consciência de sua delegação. É simples, releia as 21 regras da Delegação! Boa sorte. 



Carlos A. Kley - Consultor Empresarial
consultoriakley@consultoriakley.com.br www.consultoriakley.com.br


Dos Leitores

“CHEGA DE
DESCULPAS BRASIL”

Por que os jogadores que integram a nossa seleção brasileira, não conseguem desempenhar o mesmo futebol que jogam em seus grandes clubes pelo mundo: nas fases preparatórias, nos torneios, nos jogos amistosos. Sempre que convocados, dizem ser o sonho de suas vidas vestirem a camisa amarelinha. É público e notório, que na seleção não lhes falta nada: dinheiro, conforto, regalias, viagens seguras, apoio moral e emocional, estádios luxuosos, com gramados impecáveis, até a bola é cuidadosamente elaborada, tudo especial.
Será que não está na hora desses jogadores convocados para a nossa seleção brasileira mostrarem competência durante os jogos da copa do mundo, principalmente na fase dos jogos decisivos?
Parem de usar de subterfúgios para justiçar fracassos. Afinal, sem isentar os problemas extra-campo, que sabemos que existem, são os jogadores, somente eles, que estão obrigados a fazer o resultado dentro de campo, ou seja, são eles que têm a obrigação de fazer a bola entrar no gol do adversário, ou de evitar que essa mesma bola entre em vosso gol e não a comissão técnica ou a CBF.
Será que essa comissão técnica perdedora conseguiria atrapalhar, por exemplo, jogadores como Dicá, Zico, Zenon, Tostão ou Pelé, a jogarem dentro de campo?
O que se nota nitidamente, é que os jogadores da nossa seleção brasileira mostram muita soberba por defender uma seleção pentacampeã do mundo, mas, se esquecem de praticar um futebol compatível com esse título. Ainda bem que algumas equipes respeitam a nossa seleção por conta desse título, senão a coisa seria mais desastrosa.
Será que não está na hora do Brasil formar uma seleção de jogadores somente que jogam no Brasil, ou seja, genuinamente brasileira, nesses próximos quatro anos?
Parem de enganar, de fazer de conta que joga na seleção brasileira. O povo não aguenta mais tanta desculpa.

Cézar Donizetti de Paula
Paraisense radicado
em Campinas/SP