POLEPOSITION

As decepções de 2018 na F1

Por: Sérgio Magalhães | Categoria: Esporte | 06-01-2019 10:17 | 2375
Erros de Vettel e da Ferrari entram como as decepções da F1 em 2018
Erros de Vettel e da Ferrari entram como as decepções da F1 em 2018 Foto de Reprodução / TV

Semana passada a coluna listou o que de melhor aconteceu em 2018 na Fórmula 1. Mas como acontece todos os anos, há também as decepções da temporada que se mostrou equilibrada até o começo da segunda metade do campeonato quando Sebastian Vettel e a Ferrari se perderam em erros e não foram mais páreo para Lewis Hamilton.

Erros de Vettel e da Ferrari – O inédito duelo entre dois tetracampeões mundiais só não foi mais intenso por conta dos vários erros de Sebastian Vettel e da Ferrari, que acabaram facilitando um pouco a vida de Lewis Hamilton. Só Vettel cometeu sete erros cruciais, o mais grosseiro ao abandonar o GP da Alemanha quando era líder, escapou sozinho da pista e foi bater na barreira de pneus, entregando a vitória para Hamilton que havia largado de 14º. Da parte da Ferrari, o mais bizarro foi a lambança no Q3 no Japão quando mandou seus pilotos para a pista na última parte da classificação do sábado com pneus de chuva no asfalto seco e tão logo eles colocaram os slick (de pista seca), começou a chover. Tudo isso contribuiu para que o campeonato acabasse com três corridas de antecipação.

Valtteri Bottas  – Teve desempenho abaixo da crítica, o que pesa pelo fato de ter em mãos o mesmo W09 da Mercedes com o qual Hamilton fez 11 poles, ganhou 11 corridas e sagrou-se pentacampeão, mesmo número de títulos da Mercedes na F1. Bottas foi o único piloto dentre os seis das três melhores equipes do campeonato que não venceu nenhuma corrida. Nas duas vezes em que teve a chance, no Azerbaijão teve um pneu furado na penúltima volta quando liderava, e na Rússia recebeu ordem para deixar Hamilton passar e vencer. Mas isso não ameniza a temporada decepcionante de Bottas que terá ano decisivo na Mercedes em 2019.

McLaren – A McLaren (leia-se Fernando Alonso) passou 2016 e 2017 atirando pedras na Honda, como se toda culpada pelo fracasso da equipe nesses anos fosse da fábrica japonesa. Tudo bem que o motor Honda deixava a desejar, mas não é menos verdade que a McLaren tinha sua parcela de culpa tanto pelo projeto de seus carros, como por solicitar da Honda um motor compacto demais para encaixar na traseira estreita demais de seus carros. Em 2018 a McLaren passou a ser empurrada pelos motores Renault, mas não deu o salto de qualidade que esperava e ainda ficou provado que seus carros eram ruins demais. Alonso marcou apenas 50 pontos, Stoffel Vandoorne 12, e a McLaren não passou da 6ª posição no Mundial de Construtores.

Williams – Logo no início da temporada parecia que os problemas da Williams eram efeito de uma fraca e inexperiente dupla de pilotos, Lance Stroll e Sergey Sirotkin. Mas o próprio diretor-técnico, Paddy Lowe, tratou de isentar os pilotos pelo fracasso do FW41. 2018 só não foi o pior ano da história da Williams na F1 porque ela marcou dois pontos a mais (7) que nos campeonatos de 2011 e 2013. Em contrapartida, naqueles anos ela ficou em 9º respectivamente no Mundial de Construtores, e desta vez foi a lanterna do campeonato, em 10º.

Horário quebrado / transmissão da Globo – A Liberty Media estipulou este ano a largada da maioria das corridas 1h mais tarde, e em todas quebrou o horário redondo para 10 minutos (10h10 na maioria dos GPs no horário de Brasília). Esses 10 minutos tinham como objetivo oferecer mais tempo para as emissoras de TV mostrar o grid e os momentos que antecedem a largada. Pelo menos por aqui não surtiu efeito. A Globo passou abrir as transmissões dez minutos mais tarde, focando ‘imagem do estúdio’ em narrador e comentaristas, e a ‘pérola final’ foi na última corrida, em Adu Dhabi, quando ignorou mostrar o pódio.