HOMENAGEM

APC homenageia Lions Clube pelos 50 anos de sua fundação em Paraíso

Por: Nelson de Paula Duarte | Categoria: Entretenimento | 14-04-2019 17:47 | 867
Foto de Nelson P. Duarte

A Academia Paraisense de Cultura (APC) presidida pelo acadêmico André Luiz Mirhib Cruvinel, em sessão realizada quarta-feira (10/4) homenageou o Lions Clube que comemora neste mês 50 anos de sua fundação em São Sebastião do Paraíso. O Lions é presidido pela professora Edyna Maldi Borges, uma das fundadoras do clube em Paraíso, e também membro da APC.

O escritor José Hilton Rosa, natural de Araúna (MG), autor de vários livros, contador de histórias foi convidado a falar sobre sua obra.. Para alunos da rede municipal de Ensino ele Contou Histórias na Biblioteca Professor Alencar Assis enfocando seu livro, Fazenda Salinas. O Coral Maestro Lucas Bertucca Filho, integrado por acadêmicos, abrilhantou a sessão.

50 Anos Proféticos
As tradições católicas de Paraíso têm seu cômputo a crença de que Santa Paula Frassinetti viu em sonhos que deveria ser a patrona de um colégio em nossa cidade, e que as irmãs Doroteias deveriam ser as encarregadas de levr a termo esse objetivo. Não é este espaço adequado, nem o momento nos permite julgar-lhe o mérito.

Também sem qualquer pretensão nossa de aprofundar a veracidade dos fatos, contam que alguns meses antes de falecer (1961), Melvin Jones, o fundador de Lions Internacional – que tinha lá suas superstições – teria visto nos céus de Chicago uma luz muito brilhante (nunca perfeitamente identificada pelas comunidades científicas americanas), à qual, por essa mesma razão, pretendeu não dar muita importância. Não procurou seuqer saber seu significado. Entretanto, durante todos os poucos dias de vida que ainda lhe restaram, ficou encucado .

A estória é acrescida de outros detalhes curiosos que só a crença dos crentes (desculpem a redundância), lhe dá crédito (ops: outra vez). Muitos dos companheiros Leões de todo o mundo entenderam de entender (como estou repetitivo hoje) que a tal luz se referia a suas próprias cidades ou, especificamente, a seus próprios clubes leonísticos.

Não posso jurar, mas o fato é que, alguns anos depois, em 1969, a brilhante luz de uma estrela surgiu em terras paraisenses, representada na fulgurante pessoa de nosso carismático Olavo Borges, que como todos sabem sempre foi um idealista, que já então provara seu valor à frente de inúmeras iniciativas criadas, em favor de nossa comunidade. Procurado por um grupo de valorosos companheiros da vizinha cidade de Guaxupé (obrigado maestro Alexandre pela dica), aquele jovem, à frente de outra aguerrida plêiade de entusiastas conterrâneos, fundou o Lions Clube em nossa cidade. (Entre os fundadores, contam-se sua viúva, Edyna, o quase nonagenário Célio Batista, e minha querida Ana Maria).

Como todos sabem (ou deveriam saber), o Lions é um clube de serviços (como alguns outros, dentre os quais destaco o Rotary, ao qual me orgulho de pertencer, como vaidoso sou de ter sido admitido entre os leões como sócio honorário) cujo objetivo principal é promover trabalhos voltados aos interesses de toda a comunidade local (e não apenas a alguns grupos privilegiados, sejam eles pobres ou ricos), e cujo objetivo geral se pode sintetizar: criar e fomentar o espírito de compreensão entre os povos da Terra.

A respeito, Melvin Jones já dizia que homens que têm sucesso devido a sua energia, inteligência e ambição devem usar seus talentos para melhorar suas comunidades. Palavras proféticas que acabarão se aplicando perfeitamente ao Olavo, aos fundadores do clube e a todos os companheiros leões e domadoras dos 50 anos subsequentes.

Como se ouviu, alguns têm visões vaticinadoras (como Santa Paula), outros enxergam luzes (como Melvin Jones), outros ainda entendem de juntar os dois fenômenos (como os companheiros leões), que acreditam que o sonho que se sonha só é apenas um sonho, mas o que se sonha junto é a realidade que nela se transforma.

Dizia o homem de Chicago: “Você não pode ir muito longe enquanto não começar a fazer algo pelo próximo”, lema que se transformou no princípio condutor de todos os leões e domadoras de Paraíso, pessoas estas com espírito de serviço humanitário às quais a APC presta merecidas homenagens nesta semana em que se comemoram os 50 anos de existência do Lions Clube de nossa cidade.
O autor é membro da Academia Paraisense de Cultura e do Rotary Club de São Sebastião do Paraíso.
Por Abaetê Ary

Abaetê Ary