HISTORIADOR

Vida Cigana

Por: Redação | Categoria: Cultura | 19-09-2020 09:11 | 170
Foto de Reprodução

Qual é o povo nômade, originário da Índia, que chegou ao Brasil no século XVI, que fala romani? Poucas pessoas saberiam a resposta. Mas saberiam identificar aquelas mulheres com vestidos de cores vistosas que nos cercam oferecendo o futuro na palma da mão. São os ciganos.

Com o olhara percebemos o costume de andar em grupo, o nomadismo, e expondo seus dentes com faces de ouro.

Naqueles tempos eles apareciam na fazenda de meu pai em caravanas a cavalos, vendendo tecidos, tapetes, tachos de cobre, e no final pediam pastos para alojar os animais e acamparem por uma noite. Hoje possuem caminhonetes e alguns vivem em condomínios de luxo nos grandes centros. Mas a realidade é a estratégia chamada por Frans Moonem de a “velha política de mantenha-os em movimentos”.

Minas Geais expulsa seus ciganos para São Paulo, que os expulsa para o Rio, que os expulsa para a Bahia, ou seja, o melhor lugar para os ciganos sempre era sempre o mais distante.

Ao que parece é que os ciganos resolvem entre eles seus próprios conflitos – não procuram a segurança pública.

Nunca levei a sério cartomantes, mas certa ocasião uma cigana lendo minha sorte pediu-me que colocasse uma nota de dez cruzeiros na palma de sua mão. Desconfiado, atendi seu pedido. Então, com uma bisnaga com líquido, começou a desfarinhar a nota, com movimentos dos dedos. Pensei, esta nota perdi. Mas ela também, calculei. Depois de tantos anos, lembro das predições da cigana. Tudo se concretizou. A dúvida é quanto aos dez cruzeiros que ela não perdeu, não sei como.

Segredo das cartomantes!
Sebastião Pimenta Filho Cronista, Historiador.