TERRA NOSTRA

O boxeador de Assis

Por: Manolo D´Aiuto | Categoria: Cultura | 16-06-2021 00:29 | 226
Foto: Reprodução

O nome guerreiro é indicado para quem tem espírito de sacrifício e forte determinação, e poucos são os que encarnaram o espírito como Gianfranco Rosi.

Nasceu em Assis, terra natal de São Francisco, e cresceu em uma família de condições modestas.

Ainda muito jovem, parte para a Arábia Saudita para trabalhar como operário, mas seu sonho é ser boxeador.

Como amador, conquistou o cinturão italiano dos superpluma e meio-médio.

Ex-profissional, após cinco vitórias e uma derrota, ele está pronto para a bandeira dos meio-médios que venceu contra Di Padova.

Em 1984, no ringue de Perugia, ele enfrenta um cansado Perico Fernandez, já campeão mundial do WBC, pelo título continental vago que Rosi ganha com bastante facilidade.

Quando a carreira do boxeador da Úmbria parece estar lançada a grandes alturas, ocorre um acidente que corre o risco de minar seriamente o futuro do boxeador.

Um ano depois de ganhar o título europeu, ele deve defendê-lo contra um jovem e semidesconhecido boxeador inglês, Lloyd Honeyghan,

E uma derrota por nocaute severa no terceiro round,

A inesperada derrota contra um então desconhecido boxeador lançou dúvidas e sombras sobre a carreira de Rosi.

Mas ninguém imaginava que aquele boxeador negro britânico se tornaria um dos maiores boxeadores da categoria, conseguindo derrotar um ícone como a cobra Don Curry.

Rosi então entende que enfrentou uma grande e, com a garra e a determinação que o distinguem, volta a trilhar a caminhada rumo ao título mundial, apesar de já ter passado dos trinta anos.

Em 2 de outubro daquele mágico 1987 em Perugia, Lupe Aquino, um bom boxeador seis anos mais novo que o italiano, chega a Perugia para enfrentar o mexicano de trinta anos, três meses antes, vencido o campeonato mundial Wbc de superwelters contra Duane Thomas . Ele o coloca em jogo contra Rosi. Anteriormente, o título era detido por Rocky Mattioli e grandes sucessos autênticos como Hope, Benitez e Hearns.

O confronto é equilibrado e acirrado, mas Rosi supera o obstáculo com o coração, mostra experiência e a habitual determinação feroz.
MANOLO DAIUTO