POLEPOSITION

O quinto GP na Itália, em um ano

Por: Sérgio Magalhães | Categoria: Esporte | 11-09-2021 22:06 | 510
George Russell (E) e Lewis Hamilton (D) serão companheiros na Mercedes em 2022
George Russell (E) e Lewis Hamilton (D) serão companheiros na Mercedes em 2022 Foto: Getty Images

Os desdobramentos da pandemia, a necessidade de preencher lacunas do calendário, fez com que em um ano, a Itália recebesse cinco corridas de F1.

Começou em Monza, passou por Mugello e Imola no ano passado, voltou a Ímola, em abril, e está novamente acampada em Monza, fechando o ciclo e a rodada tripla de três finais de semana seguidos de corrida, depois de passar por Bélgica e Holanda. 

A semana foi agitada nos bastidores. Enquanto os holandeses ainda curtiam a ressaca da vitória de Max Verstappen no domingo passado, em Zandvoort, retomando a liderança do campeonato com três pontos de vantagem para Lewis Hamilton (224,5 a 221,5), a caminho de Monza veio o anúncio mais aguardado do ano: George Russell, enfim, será companheiro de Hamilton na Mercedes em 2022.

Um dia antes, o futuro de Valtteri Bottas que está na Mercedes desde 2017, foi selado na Alfa Romeo. O finlandês substituirá o conterrâneo, Kimi Raikkonen, que aposentará ao final da temporada. Raikkonen que por sinal, não está em Monza depois de testar positivo para a Covid-19 na semana passada, na Holanda. 

A pressão por Russel na Mercedes era cada vez mais forte, principalmente depois de sua brilhante atuação no Bahrein, quando substituiu Hamilton, que ficou fora da prova por Covid, no ano passado. O jovem britânico de 23 anos só não venceu a prova por uma trapalhada da Mercedes no pit stop, mas o recado estava dado.

E nem o apoio público de Hamilton à permanência de Bottas, serviu para impedir que a Mercedes promovesse Russell. Não fazia mais sentido deixar uma estrela em ascensão dando bandeira por aí.

O contrato de Hamilton, renovado em julho, vai até o final de 2023 e deve ser o último de sua carreira na F1. Com Russell, a Mercedes garante a estabilidade que precisa para o pós-Hamilton.

A vaga de Russell na Williams será ocupada por Alex Albon, num triângulo curioso, já que o inglês, de nacionalidade tailandesa, tem relações contratuais com a Red Bull, e a Williams é empurrada pelos motores Mercedes.

Entre aspas, é uma junção que merece ser observada, pois poderá trazer consequências no futuro depois que Toto Wolff, chefe da Mercedes, disse que ampliaria o investimento tecnológico na Williams se a Red Bull se desvinculasse de Albon.

A corrida de amanhã será o 72º GP da Itália, o 71º em Monza que só não sediou a prova em 1980 quando estava em reformas.

Pela segunda vez a F1 testa o formato da mini corrida, denominada Sprint, com largada hoje às 11h30, e a ordem de chegada será a posição de largada de cada piloto, amanhã.

A primeira experiência foi em Silverstone, e a próxima será em Interlagos, no GP de São Paulo. 

Os três primeiros colocados da Sprint recebem respectivamente 3, 2 e 1 pontos e serão 100 km de distância, 18 voltas pelos 5.793 metros do Circuito de Monza.

Com a Ferrari assumindo a terceira posição no Mundial de Construtores depois de um 2020 jogado no lixo, já é motivo de sobra para as arquibancadas se vestir de vermelho, mas o ‘momento Verstappen’ sugere que desta vez o laranja se misture com as cores da Ferrari em Monza.