SAÚDE ANIMAL

Veneno de Sapo

Por: Rogério Calçado Martins | Editoria: saude | 21/06/2017 | Visualizações: 330

- Foto de Reprodução

As substâncias tóxicas presentes nas glândulas dos sapos são os "Bufodienolídeos". A secreção da pele desses anfíbios é importante para sua proteção contra micro-organismos do ambiente e contra predadores. 
Como os sapos se locomovem com certa lentidão de movimentos, isso os torna "presas" fáceis para os cães. Normalmente os acidentes ocorrem no período da noite e a evolução clínica é extremamente rápida. Mesmo a ingestão de sapos mortos, desidratados, também pode levar a quadros de envenenamento.
O envenenamento ocorre pelo contato da secreção com a mucosa do trato gastrointestinal ou com feridas na pele. Pequenas quantidades do veneno podem desencadear os sintomas e até mesmo levar ao óbito. A ocorrência dos sintomas é imediata e pode se restringir ao local do contato ou chegar a um envolvimento sistêmico.
A severidade da sintomatologia deriva de vários fatores, com por exemplo a espécie de sapo envolvida no processo. A eliminação parcial do veneno por vômito ou salivação pode ser um fator importante na redução potencial do envenenamento. Alguns cães são mais sensíveis do que outros, assim como a quantidade de veneno absorvido e o porte do animal influenciam na sintomatologia final.
Nos quadros mais leves há irritação da mucosa e salivação. À medida que o quadro clínico se agrava, pode haver depressão, fraqueza, decúbito esternal, dor abdominal, ataxia, andar em círculos, pupilas não responsivas à luz, convulsões, edema pulmonar, anormalidades do ritmo cardíaco, cianose e morte. Outros sintomas podem também ocorrer: excitação, incontinência fecal e urinária, paralisia muscular progressiva e cegueira.
O diagnóstico é feito através de um boa história clínica, conjuntamente ao exame físico. 
Não existe antídoto específico para esse envenenamento. As medidas terapêuticas consistem em lavagem imediata da boca do animal e terapia de suporte (feita em clínica veterinária sob internação).


OBS: O texto de hoje foi baseado em leitura do original:  "Acidentes Causados por Sapos - Intoxicação por Bufodienolídeos", de autoria dos Médicos-veterinários: Dra. Marília Martins Melo, Dr. Paulo G. P. Silva Júnior, Dr. Durval Verçosa Júnior e Dr. Luiz Alberto do Lago, todos do Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinárias da Escola de Veterinária da UFMG - Belo Horizonte, MG, publicado no Caderno Técnico de Veterinária e Zootecnia que tem parceria entre a Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais (CRMV-MG).  


ROGÉRIO CALÇADO MARTINS – médico-veterinário – CRMV/MG 5492
*Especialista em Clínica e Cirurgia Geral de Pequenos Animais (Pós-graduação “lato sensu”)
*Membro da ANCLIVEPA (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais)
*Consultor Técnico do Site  www.saude animal.com.br
*Proprietário da Clínica Veterinária VETERICÃO (São Sebastião do Paraíso/MG)

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