SAÚDE ANIMAL

Ivermectina: verdades!

Por: Rogério Calçado Martins | Editoria: saude | 01/08/2017 | Visualizações: 204

- Foto de Reprodução

Hoje o assunto é sobre a Ivermectina, uma droga largamente usada no meio veterinário e muitas vezes usada sem nenhum critério ou objetivo. Portanto, através dessas informações, veremos os prós e os contras desse princípio ativo.
São vários os produtos comercializados que contém a Ivermectina, sendo os mais conhecidos o IVOMEC e o SUPRAMEC. A maioria das vezes são vendidos e usados sem prescrição e sem orientação técnica adequada por leigos, onde nem vendedor e nem proprietário fazem idéia dos riscos aos quais estão submetendo cães e gatos quando fazem uso desse medicamento sem acompanhamento Médico-veterinário. 
A Ivermectina (e seus metabólitos mais avançados) pode e deve ser empregada sempre que houver necessidade e indicação nos casos em que o quadro exija seu uso, desde que acompanhado por atendimento Médico-veterinário.
A Ivermectina nada mais é do que um antiparasitário. Mas, caso seu uso não seja devidamente monitorado, pode causar sérios danos à saúde dos animais, devido ao seu grau de toxicidade. O seu uso é vantajoso em animais acometidos pelos mais diversos tipos de ácaros (ex:algumas sarnas) e alguns vermes, mas não todos, tendo ótima ação em microfilárias e nematódeos, porém é ineficaz contra cestódeos e tramatódeos.
Alguns proprietários quando vêem seus animais doentes, logo aplicam "uma dose de Ivermectina", achando que ela será a "salvação da lavoura", o que na maioria das vezes acaba por proporcionar intoxicação ao invés de benefício. E isso tudo sem contar a dosagem, que deve ser calculada de acordo com a raça (em algumas raças, como Beagles e Collies, seu uso geralmente leva à morte), peso e estado clínico e físico geral do paciente.
A intoxicação pela Ivermectina é grave, pois a droga causa lesões importantes no Sistema Nervoso dos animais. Esses sinais podem surgir entre 4 e 12 horas após a administração do produto, sendo que quanto mais rápido aparecerem esses sinais, mais grave é o quadro tóxico.
Os animais intoxicados apresentam midríase (aumento da pupila), sialorréia (salivação excessiva), ataxia, apatia, vômito, tremores, com alguns casos evoluindo para coma e posteriormente morte. Em muitos casos a Ivermectina pode causar (ou acentuar) insuficiência renal, hepática e pancreática. O tratamento da intoxicação causada pela Ivermectina é difícil e em muitas ocasiões sem sucesso. Portanto, o mais indicado é evitar seu uso de forma indiscriminada, ou seja, somente usar o produto através de prescrição, com devido acompanhamento, feito por  um Médico-veterinário.


*ROGÉRIO CALÇADO MARTINS – médico-veterinário – CRMV/MG 5492
*Especialista em Clínica e Cirurgia Geral de Pequenos Animais (Pós-graduação “lato sensu”)
*Membro da ANCLIVEPA (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais)
*Consultor Técnico do Site  www.saude animal.com.br
*Proprietário da Clínica Veterinária VETERICÃO (São Sebastião do Paraíso/MG)

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