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De fevereiro a fevereiro até o ano acabar!

Por: Fernando de Miranda Jorge | Editoria: cultura | 07/02/2018 | Visualizações: 1659

- Foto de Reprodução

Não é assim na música da composição da cantora Roberta Campos. Alguém vai questionar. Verdade. Porém, na canção de título Janeiro a Janeiro, é até o mundo acabar. Como eu não quero que o mundo acabe, nem em janeiro, nem em mês nenhum, sei lá quando a compositora ensejou o seu fim. O meu entendimento requer uma passagem aos acontecimentos do dia a dia. Todos: minuto a minuto, hora a hora, semana a semana, noite a noite, mês a mês. 
Devagar, sem as loucuras que me levam a viver, vivenciando todas as horas. Sem fugir da importância que é enxergar as coisas que nos deixam tristes ou alegres em todas as fases das estações do ano, de Fevereiro a Fevereiro - até o ano acabar! Sem choro pelo que se foi, mas com sorriso pelo que virá. Um ano passa depressa. 
Realmente. Quando acordamos, um mês já se foi... Caminhemos, pois, com perspectivas altruístas, empáticas e de grandes expectativas do melhor, do saber ouvir, compreender e ser compreendido. Devagar, lentamente, sem deixar o ano passar depressa demais, bem antes de nossas realizações plenas - de fevereiro a fevereiro - antes que o ano termine. 
Quiçá, além do mais, apesar de tudo o que tenho a fazer, necessariamente posso fazer outras coisas bacanas, como visitar uma floricultura com o cultivo de rosas; conversar com as produtoras proprietárias sobre plantios comerciais, produção de mudas com a técnica da enxertia; ouvir delas que as roseiras são plantas exigentes quanto à insolação, requerendo grande exposição ao sol e local bem ventilado; que o lençol d'água deverá estar a 60 - 80 cm para proporcionar bom desenvolvimento do substrato radicular na estabilidade da planta; que a temperatura noturna deve ficar na faixa de 12 - 15°C e a diurna entre 23 e 25ºC . E, sair de lá, voltar para minha casa, sem entender nada, sem gastar nada, mas feliz da vida, porque fiz uma coisa diferente, ainda, em fevereiro de 2018, tem mais. 
Como a rosa, sendo planta tão delicada, produzida com amor, não tenha acesso viável das estradas vicinais do município, para o transporte e comercialização de um produto com durabilidade curta? Perigos e inseguranças no deslocamento do bairro rural aos centros urbanos?  
E, de fevereiro a fevereiro, o ano acaba! 


FERNANDO DE MIRANDA JORGE
Acadêmico Correspondente da APC Jacuí/MG
fmjor31@gmail.com

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