SAÚDE ANIMAL

Sarnas

Por: Rogério Calçado Martins | Editoria: saude | 17/02/2018 | Visualizações: 2852

- Foto de Reprodução

Esses pequenos ácaros atacam tanto animais quanto homem, podendo ocasionar graves problemas e, dependendo do tipo, são altamente contagiosos. Coceira intensa, descamação da pele, perda de pêlos, feridas com sangramentos podem ser sintomas dessa doença.
Os tipos de sarna mais comuns em animais são: a sarna Sarcóptica, a sarna Demodécica, a sarna Notoédrica e a sarna Otodécica. A prevenção é sobretudo a partir de cuidados de higiene.
A sarna Sarcóptica é transmissível ao homem e é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei. Esse parasita "cava" galerias na pele do cão, onde irá depositar seus ovos, os quais virão à ser larvas. A intensa coceira provocada durante sua locomoção é capaz de levar o animal à arrancar pedaços da própria pele. Geralmente, as lesões surgem na cabeça e pescoço, podendo se estender pelo resto do corpo. Podem ocorrer ainda, as infecções secundárias, tanto bacterianas quanto fúngicas, o que agrava o processo. Esse ácaro consegue contaminar, também, materiais, como pentes, toalhas, panos, caixas e o ambiente (chão).
Já a sarna Demodécica é "própria do cão", pois faz parte da flora microbiana natural da pele dele. Não é transmissível ao homem. É ocasionada pelo ácaro Demodex canis, que em situações de baixa resistência ou de estresse do animal acaba multiplicando-se de maneira desordenada. Geralmente começa com lesões ao redor dos olhos e nas patas, mas pode atingir todo o corpo do cão. Animais debilitados, mal nutridos, com verminose ou outras doenças são os mais afetados.
A sarna Notoédrica possui o mesmo modo de ação da sarcóptica, só que acomete os gatos. 
A sarna Otodécica acomete o pavilhão auricular dos animais, ocasionando desconforto, coceira intensa, balançar de cabeça, mau cheiro, secreção em excesso (enegrecida) podendo, caso seja infestação muito grave, acometer outras partes do corpo.
Algumas dicas podem ajudar a evitar uma contaminação por esses ácaros:
*Mantenha seu animalzinho sempre muito bem nutrido (entendam "qualidade" e não "quantidade"!).
*Dê banhos periódicos (de acordo com a recomendação do Médico-veterinário)
*Faça higiene e escovação frequentes da pelagem (ex: 3 vezes por semana).
*Nunca adquira filhotes sem examinar a pele antes, inclusive a dos pais.
*Caso tenha um animal com problemas de pele, NÃO utilize medicamentos por conta própria ou indicados por leigos. Procure um Médico-veterinário, sempre.
*Oriente-se com um Médico-veterinário sobre um bom esquema de desverminação.
*Caso tenha mais de um animal e se apenas um estiver contaminado, mantenha os outros em local separado e sob observação, além de manter uma excelente qualidade na higiene do ambiente.
*Evite levar seu animal à locais onde haja um grande número de animais de rua, como praças públicas, por exemplo.
Para cada tipo dessas sarnas há um tratamento diferente, portanto a primeira coisa à ser feita quando há suspeita de sarna é levar o animal à uma Clínica Veterinária.


*ROGÉRIO CALÇADO MARTINS – médico-veterinário – CRMV/MG 5492
*Especialista em Clínica e Cirurgia Geral de Pequenos Animais (Pós-graduação “lato sensu”)
*Membro da ANCLIVEPA (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais)
*Consultor Técnico do Site  www.saude animal.com.br
*Proprietário da Clínica Veterinária VETERICÃO (São Sebastião do Paraíso/MG)

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