CRÔNICA HISTÓRICA DE SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO:

Dia da Bandeira Nacional em 1919

Por: Luiz Carlos Pais | Editoria: cidades | 20/02/2018 | Visualizações: 4118

- Foto de Reprodução

Essa crônica propõe um retorno de quase um século, para visualizar momentos pontuais da vida social e política de São Sebastião do Paraíso, então florescente polo cafeeiro do Sudoeste Mineiro, tomando como referência notícias publicadas no jornal Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, edição de 25 de novembro de 1919. Regularmente, um morador da cidade, identificado como correspondente do referido jornal, enviava um resumo dos principais eventos ocorridos na localidade. O destaque da mencionada edição, publicada há quase um século, foi a realização dos festejos comemorativos do Dia da Bandeira, com a participação de políticos, autoridades civis, militares e eclesiásticas e dos professores e alunos do Grupo Escolar Campos do Amaral, quando esse estabelecimento de ensino primário estava no quarto ano de funcionamento, pois suas aulas foram inauguradas em 1 de fevereiro de 1916. Nesse sentido, para que o texto possa ser preservado no formato digitalizado, tal como permitem as tecnologias contemporâneas, transcrevemos a íntegra do texto do jornalista paraisense: 
“São Sebastião do Paraíso – A data consagrada à festa da bandeira nacional não passou de todo despercebida nesta cidade. Os edifícios públicos e alguns particulares hastearam o auriverde pendão. Depois do almoço, no Grupo Escolar Campos do Amaral, sob a proficiente direção do professor Gedor Silveira, teve lugar um sarau cívico-literário, com a presença do corpo docente e discente do estabelecimento, sendo o respectivo programa cumprido à risca. A encantadora festa cívica, a que estiveram presentes muitas pessoas gradas do nosso meio social, terminou com uma brilhante alocução do diretor daquela casa de instrução, a propósito da magna data, destinada a nos fazer lembrar, mais civicamente, o nosso dever e o nosso amor à querida pátria, sintetizada em uma bela e gloriosa bandeira.”
Além desse panorama pontual da cidade de outra, cumpre lembrar que o saudoso professor Gedor Silveira, faleceria no ano seguinte, ou seja, 1920, quando a direção do Grupo Escolar foi assumida, interinamente, pelo professor Ângelo de Souza Nogueira, já com 60 anos de idade. Nessa época, o corpo docente do estabelecimento era composto pelos seguintes mestres: José Emygdio de Lima – irmão do ilustre poeta Ary de Lima – Hercília Soares, Efigênia Soares, Amélia Paiva, Palmitina Bueno, Maria Soares Arantes, Djalma Machado, Leopoldina Silva, Francisca Carvalho e Octacílio Getúlio. 
No que se refere ao Pavilhão Nacional, é oportuno relembrar que o Dia da Bandeira é comemorado em 19 de novembro, quatro dias após a data que se comemora a Proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro de 1889. Com o fim do período monárquico (1822 – 1889), a antiga bandeira do Império, desenhada pelo artista francês Jean Baptiste Debret, foi substituída pela atual, de cuja criação participaram Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos, Manuel Pereira Reis e o pintor brasileiro Décio Rodrigues Vilares.

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