DOS LEITORES

Quarta-feira de cinzas, amanhece...

Por: Redação | Editoria: doleitor | 18/02/2018 | Visualizações: 2676

- Foto de Reprodução

Nas cidades, toneladas de lixo embrulhadas em serpentinas, confetes, vasilhames, papéis e todas as sobras de um carnaval que deixa lembranças alegres, mas também inúmeros problemas que demandam soluções urgentes. No Rio de Janeiro não foi diferente, só que acrescido do verdadeiro caos que a população viveu com a passagem de mais de cem blocos, autorizados ou não, por suas ruas e avenidas, isolando bairros inteiros, sem os serviços básicos oferecidos pelo setor público, principalmente transporte e segurança. E sem prefeito. 
Com o calor colossal do verão carioca, ele deixou habitantes e turistas à deriva e foi para a Europa em sua sexta viagem em um ano de governo. Mas o carnaval carioca como está tem que ser repensado. A volta dos blocos de rua tão elogiada anos atrás, alcançou volume inimaginável.
Na verdade, incontrolável.
Notícias de assaltos, agressões, arrombamentos, saques, etc., já se tornaram banais na folia, com tendências a se perpetuarem.
É quase um milagre que o carnaval ainda atraia tantos turistas. Tem que ser repensado.  Outra constatação desagradável foi a de que os blocos tradicionais e famosos estão deixando de desfilar. O BAFO DA ONÇA do bairro Catumbi, pela primeira vez desde sua fundação não saiu este ano. Pode ser por falta de apoio financeiro das autoridades ou mesmo desinteresse de seus foliões ante o gigantismo dos blocos criados somente para a ocasião.   
Melhor sorte teve o seu homônimo em Paraíso, o nosso BAFO DA ONÇA, criado à sua semelhança, se apropriou de sua música, mas foi deixando aos poucos de desfilar com seu jeito irresponsável e irreverente. Ao seu tempo contagiou gerações e motivou  o surgimento de diversas agremiações carnavalescas.
Foi um tempo de grande alegria que transformou o carnaval de Paraíso, sem dúvida, o melhor da região, como uma grande atração para os seus visitantes.
Por outro lado o meu bloco no Rio resiste bravamente. O  CORDÃO DO BOLA PRETA, que completa 100 anos neste mês de fevereiro atraiu milhares de foliões que dançaram e cantaram o seu hino pelas ruas do Rio: "Quem não chora não mama Segura meu bem, a chupeta Lugar quente é na cama Ou então no BOLA PRETA" Vida longa ao "BOLA" e também aos nossos 'BAFO DA ONÇA'.
E viva o Carnaval!


JOSE ROCHA NAVES  
e-mail josenaves.adv@gmail.com
(PARAISENSE QUE RESIDE NO RIO DE JANEIRO)


 

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