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Olha aqui

Por: Fernando de Miranda Jorge | Editoria: doleitor | 09/03/2018 | Visualizações: 1581

- Foto de Reprodução

Eu sei que tudo é possível, desde que haja um início. E este iniciar ou reiniciar, como queira, torna-se necessário o "olhar". Olho no olho! Quão difícil é isto! Cara a cara, de frente! 
O olhar é muito forte na verdade das coisas. Basta um olhar fixo para o outro se colocar no seu lugar. Antigamente, ora - era assim a educação dos pais para com os seus filhos. Imaginem se assim fosse aplicado nos dias atuais. Seria mortal. E nós entendíamos o que nossos pais queriam dizer: o que poderíamos ou não fazer. Eu fui criado assim. Um simples olhar bastava para o corretivo, sem nenhuma palavra, nem gritaria e muito menos pancadaria. 
Quanta diferença, meu Deus! Como muda o mundo! E as pessoas também! A educação era severa, mas com atitude firme dos pais e educadores. Havia respeito mútuo, e estamos entendidos. Estávamos todos em sintonia: pensávamos em fazer algo, principalmente em visitas nas casas de amigos e parentes, de pronto o encontro dos olhares... Até para aceitar alguma coisa dos outros, primeiro o crivo do olhar. Era o bastante. Hoje: olha aqui, preste atenção, veja bem, quantas vezes tenho de falar e você não me escuta. 
Sei e não preciso explicar muito. E eu só sei, só conheço simplesmente com o seu olhar. Enfim, vejam como o olhar é importante: os namoros ou flertes, em Jacuí, começavam com olhares... Na Praça Presidente Vargas, os rapazes andavam no sentido anti-horário e as moças no sentido horário, o que gerava a oportunidade de olhar duas vezes um no outro. Por isso, apressávamos o passo para que o reencontro da volta chegasse rápido. Simpático, não é? 


FERNANDO DE MIRANDA JORGE
Acadêmico Correspondente
da APC Jacuí/MG
fmjor31@gmail.com  


 

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