POLE POSITION

Relação de forças

Por: Sérgio Magalhães | Editoria: esporte | 17/03/2018 | Visualizações: 2197

As atenções estarão voltadas para Mercedes e Ferrari, mas é bom ficar de olho na Red Bull - Foto de Getty Images

Nunca uma pré-temporada da Fórmula 1 foi tão prejudicada pelas condições climáticas como neste ano. Foram apenas quatro dias “aproveitáveis”, que as equipes tiveram para testar. E o que vimos nos testes deste ano não é conclusivo, mas dá indicações de como deve ser o campeonato que começa no próximo final de semana, na Austrália. 
Vamos dividir as dez equipes em três blocos. O da frente composto por Mercedes, Ferrari e Red Bull. Tudo leva a crer serão as únicas em condições de lutar por vitórias, com ligeira vantagem para a Mercedes que pouco se preocupou em obter as melhores marcas da pista de Barcelona, focando a maior parte de seu trabalho nas simulações de corrida, com mais gasolina no tanque e pneus médios, os mais duros e menos aderentes da Pirelli. Nesta configuração a Mercedes foi quem mais chamou atenção na pré-temporada, tanto pela velocidade quanto pela confiabilidade do conjunto carro/motor. Porém, quem acompanhou os testes de perto relatou uma certa deficiência do modelo W09 quando Hamilton e Bottas andaram com os pneus mais macios. Já a Ferrari pulverizou os cronômetros de Barcelona com Sebastian Vettel fazendo o melhor tempo dos testes com 1min17s182, e Kimi Raikkonen o 2º, a 0s039 da marca do companheiro de equipe, com os novos pneus hipermacios, novidade da Pirelli para este ano. Isso aumenta a expectativa de que a Ferrari esteja na mesma posição do ano passado, de desafiar a Mercedes em igualdade de condições, mas agora sob a ameaça da Red Bull que dá toda pinta de vir como franca atiradora. O modelo RB14 não passou despercebido durante os testes ao ponto de despertar a atenção de Lewis Hamilton para a ameaça que pode vir de uma dupla sedenta por vitórias, Daniel Ricciardo e Max Verstappen.


No bloco intermediário a disputa deve ser bem mais apertada que nos anos anteriores. Isso porque a Force India, 4ª colocada no Mundial de Construtores de 2016 e 2017, parece ter perdido força – principalmente financeira – e se vê seriamente ameaçada com o crescimento da McLaren, agora com os motores Renault, e da própria Renault que no final do ano passado já vinha dando sinais de evolução. Ainda neste bloco podemos inserir, quem diria, a Toro Rosso-Honda(!), isso mesmo. A Honda deu tremendo salto de qualidade na pré-temporada, permitindo à equipe satélite da Red Bull ser a terceira que mais andou na pré-temporada (3.635,5km), atrás apenas da Mercedes (4.841,2km) e da Ferrari (4.324,4km). E o mais importante foi ter enfrentado poucos problemas mecânicos, o que acabou sendo um alívio para os japoneses da Honda, agora certos de que o fracasso da parceria com a McLaren não era só por culpa suas. Mesmo com as unidades de potência da Renault, a McLaren continuou a enfrentar uma série de problemas mecânicos em Barcelona, perdendo muito tempo nos boxes, e consequentemente foi a equipe que menos acumulou quilometragem (2.737,1km), a única que não rompeu a barreira dos 3 mil quilômetros rodados pelos 4.655 metros do Circuito de Montmeló.
Por fim, o pelotão de trás, que dá sinais de não estar tão atrás assim, já que é possível acreditar que a diferença entre as equipes do fundão e as do bloco intermediário seja mais compacta que no ano passado. O destaque fica para a Haas que pode se infiltrar no segundo bloco com um carro que mostrou potencial para evoluir durante o campeonato. Já a Williams parece ter mergulhado numa espiral negativa com o lento FW41 e uma dupla de pilotos duvidosa formada por Lance Stroll e o novato Sergey Sirotkin. Quem diria, mas o risco de a Williams ser superada até pela Sauber existe, já que este ano a equipe suíça volta a ter motor atualizado da Ferrari, batizado de Alfa Romeo por conta de um acordo comercial com a fábrica italiana. Quanto aos pilotos, os da Sauber não foge à expectativa dos da Williams, mas pelo menos Marcus Ericsson possui experiência, e o promissor estreante Charles Leclerc, que venceu tudo na F-2 no ano passado, será lapidado para a Ferrari no futuro.


MOTOGP
Está começando neste final de semana a 70ª temporada da MotoGP, em Losail, no Catar. O Mundial de Motovelocidade foi criado em 1949, um ano antes do surgimento da Fórmula 1. Será noite no Catar, 13h de Brasília, quando a largada for autorizada amanhã para a primeira de 19 etapas do campeonato.

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