POLEPOSITION

Estratégia, sorte e braço

Por: Sérgio Magalhães | Editoria: acidente | 14/04/2018 | Visualizações: 2121

Vettel: duas vitórias na estratégia, na sorte e no braço - Foto de Reuters

Antes de abordar a Fórmula 1, faço menção a Sergio Sette Câmara, que é hoje o brasileiro mais próximo da Fórmula 1 na escalada natural de acesso à categoria, via F2. No Bahrein ele obteve grande resultado na abertura do campeonato com dois pódios. Na corrida do sábado, Sette Câmara largou em 6º e terminou em 2º. Na prova do domingo que tem o grid invertido entre os oito primeiros colocados da prova de sábado, o mineiro de Belo Horizonte largou em 7º e chegou em 3º. Não foi só: Resistiu aos ataques do companheiro de equipe, o badalado e não menos talentoso, Lando Norris, apontado como o novo Lewis Hamilton. Vale destacar que em 2017, Sette Câmara passou a ser observado pelos chefes de equipes da Fórmula 1 ao vencer uma corrida em Spa-Francorchamps e subir ao pódio em Monza com a modesta equipe MP Motorsport. Se mantiver o bom começo de temporada, agora na equipe Carlin, e na mesma toada de Norris, certamente estará nos radares da Fórmula 1. 
Dito isto, a Fórmula 1 chega à terceira etapa do campeonato, na China, prova que acontece nesta madrugada com largada às 3h10. Em três corridas, os pilotos vão experimentar a terceira condição diferente. Na Austrália, pista de rua e asfalto liso. Semana passada no Bahrein, circuito permanente, mas corrida noturna com a temperatura do asfalto em queda. E agora no Circuito de Xangai, prova-velmente em condições normais, apesar de a temperatura, costumeiramente, não ser alta.
Estratégia, sorte e braço marcaram as duas vitórias de Vettel. Em Melbourne a Ferrari foi mais eficiente que a Mercedes na estratégia e o alemão ainda deu sorte com um Safety Car para aniquilar o favoritismo de Hamilton. No Bahrein a Mercedes “amarrou” a estratégia da Ferrari, calçando pneus médios nos carros de Bottas e Hamilton, enquanto a Ferrari ficou num beco sem saída com Vettel de pneus macios (mais aderentes e menos resistentes que os médios) tendo que fazê-los durar, na marra, por 38 voltas e segurar ferozmente no braço aos ataques do finlandês.
Duas vitórias da Ferrari na abertura do campeonato era algo que parecia improvável já que a Mercedes aparentemente ainda tem o melhor carro do grid. Tanto que após o GP da Austrália, Vettel mostrava-se preocupado, alegando que, segundo suas projeções, o modelo SF71H da Ferrari estaria 0s4 atrás do W09 da Mercedes. Mas no Bahrein a Ferrari se adaptou melhor às características do Circuito de Sakhir, enquanto a Mercedes sofreu com a temperatura dos pneus mais macios e ‘não se achou’ durante todo o final de semanal. Na corrida a estratégia da Mercedes foi inteligente, mas o que seus pilotos e engenheiros não contavam era que Vettel fosse fazer os pneus macios resistirem tanto.
Apesar de a Mercedes negar que o W09 sofra dos mesmos problemas de superaquecimento de pneus do carro do ano passado, as vitórias de Vettel na Austrália e no Bahrein dão um alento à Fórmula 1 que começou a temporada temerosa de um novo massacre da Mercedes, como em 2014, 15 e 16. 
O GP da China é o 15º de sua história e Lewis Hamilton lidera a estatística de maior vencedor da pista de 5.541 metros com 5 vitórias. Vettel venceu apenas uma vez e entre os demais pilotos em atividade, Fernando Alonso tem duas e Kimi Raikkonen uma. Hamilton também é o que mais fez pole positions (6), contra 3 de Vettel e duas de Alonso. Entre as equipes, a Mercedes tem 5 vitórias (2012/14/15/16/17), e a Ferrari 4 (2004/06/07/13).


Festa da Honda
A Honda foi só festa no Bahrein com a 4ª colocação de Pierre Gasly que deu à Toro Rosso o melhor resultado em corrida desde a vitória de Vettel em Monza/2008, e a Honda desde o retorno à Fórmula 1 em 2015 com a McLaren.

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