SAÚDE ANIMAL

Síndrome do Pânico em Cães

Por: Rogério Calçado Martins | Editoria: saude | 11/04/2018 | Visualizações: 1070

- Foto de Reprodução

A Síndrome do Pânico em animais existe e é mais frequente do que a maioria das pessoas imagina. Ela consiste em distúrbio de comportamento que causa o medo, ansiedade e atitudes anti-sociais em cães e gatos. Dados de clínicos que lidam com o assunto, mostram que o número de animais acometidos por esse distúrbio cresceu muito nos últimos anos.
Segundo relato da Médica-veterinária especi-alista em homeopatia, Dra. Maria do Carmo Arenales, “Cães e gatos com problemas emocionais são frequentes entre meus atendimentos”. Mas, apesar de preocupante, um animal bem examinado e bem medicado pode ter esse problema resolvido ou controlado.
Animais que sofrem desse mal apresentam sintomas típicos, especialmente quando encontram-se na rua. Geralmente não respiram direito, paralisam seus músculos e recusam-se a caminhar, querendo voltar para casa; e ao chegar em casa procuram algum lugar “seguro” para esconder. Em alguns casos, se o animal estiver na rua e não conseguir voltar para casa, o mais comum é refugiar-se em baixo de carros, lojas e jardins, sendo que alguns tornam-se até mesmo agressivos.
O distúrbio de comportamento traz uma grande sensação de medo. As atitudes anti-sociais geralmente têm explicações: “A idade mais adequada para o desenvolvimento de um forte relacionamento entre o cão e o seu dono é entre quatro e doze semanas de idade. Fora desse prazo o problemas costumam acontecer com mais frequência”, relata a Dra. Maria do Carmo. Ela finaliza: “Filhotes criados em canis, por exemplo, distantes do contato humano, tornam-se tímidos caso não sejam socializados até os quatro meses de idade”.
Outros fatores também afetam e podem desencadear o processo. A Dra. Maria do Carmo continua: “No passado o cão vivia mais próximo da família, dispunha de amplos espaços, reproduzia-se naturalmente e protegia a casa. Nos últimos anos, com a mudança do perfil familiar, os animais foram morar em apartamentos, perderam o convívio estreito porque os donos saem cedo para trabalhar e só retornam à noite; e ainda por cima não “escolhem” mais com quem cruzar. Muitos desses cães não conseguem ou têm dificuldade para se adaptar à nova realidade e adoecem emocionalmente”.
Levantados os sintomas e feitos os exames clínico, físico e laboratoriais necessários, inicia-se o tratamento. Esse tratamento pode ser com base homeopática ou alopática (ansiolíticos). Diferentemente do que alguns possam pensar, o tratamento não despersonaliza o animal, ou seja, não faz o animal bravo ficar bonzinho, ele continua sendo o mesmo animal, só que melhor.
OBS: O texto de hoje foi inspirado em leitura de texto de autoria da Médica-veterinária Dra. Maria do Carmo Aremales, especialista em Homeopatia para Animais e autora do livro “Sintomas Mentais nos Animais Domésticos”.


*ROGÉRIO CALÇADO MARTINS – médico-veterinário – CRMV/MG 5492
*Especialista em Clínica e Cirurgia Geral de Pequenos Animais (Pós-graduação “lato sensu”)
*Membro da ANCLIVEPA (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais)
*Consultor Técnico do Site  www.saude animal.com.br
*Proprietário da Clínica Veterinária VETERICÃO (São Sebastião do Paraíso/MG)

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