CARNE

Vigilância Sanitária orienta sobre atuação em caso de carnes estragadas

Por: Roberto Nogueira | Editoria: saude | 22/03/2017 | Visualizações: 331

Além da quaresma, denúncias sobre adulteração derrubam consumo de carne vermelha - Foto de Reprodução

O Departamento de Vigilância Sanitária de São Sebastião do Paraíso emitiu comunicado orientando a população sobre sua forma de atuação e como as pessoas podem proceder em caso de encontrar carnes estragadas no comércio da cidade. O órgão se posicionou após a realização na última sexta-feira,17, da "Operação Carne Fraca" desenvolvida pela Polícia Federal em vários estados, inclusive Minas Gerais. A atuação da vigilância é feita em relação aos serviços que são prestados por açougues, casas de carnes e supermercados da cidade, enquanto que o trabalho desenvolvido por frigoríficos a fiscalização é realizada pelo Ministério da Agricultura.
A população ficou bastante assustada e está receosa quanto ao consumo de carnes depois que a Polícia Federal deflagrou a Operação Carne Fraca, destinada a combater a venda ilegal de carnes no país. A operação, a maior já realizada pela PF, contou com o trabalho de mais de 1.000 agentes, em sete estados. A iniciativa revelou uma extensa rede de corrupção - da qual participavam empresários e dezenas de inspetores do governo - criada para garantir a comercialização de carnes adulteradas e com a data de validade vencida. A investigação implicou mais de 30 empresas, entre elas as gigantes JBS e BRF - donas de marcas como Friboi, Sadia e Perdigão. As duas figuram entre as maiores exportadoras mundiais de carne. Negam ter cometido essas irregularidades.
A Secretaria Municipal de Saúde de São Sebastião do Paraíso, através da Divisão de Vigilância Sanitária Municipal informa que realiza um serviço de promoção e proteção à saúde da população, com ações educativas e fiscalização periódica nos estabelecimentos. Além disso, conta com o apoio dos cidadãos, através de denúncias e irregularidades nos estabelecimentos, que são averiguadas e,quando necessário, tomadas as devidas providências.
Sobre as recentes notícias que tratam de possíveis irregularidades praticadas por alguns frigoríficos, a Divisão de Vigilância Sanitária Municipal informa que aguarda orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Débora Talita Dantzger Torresilha Vasconcelos, coordenadora da Vigilância Sanitária no município ela esclarece ainda que a fiscalização nos estabelecimentos especializados na matança, preparo e industrialização de animais é de competência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA.
"Cabe a Vigilância Sanitária Municipal a fiscalização nas casas atacadistas e varejistas dos produtos acabados, ou seja, supermercados, mercados, açougues, casa de carnes", observa. Dessa forma, são necessárias orientações e informações da ANVISA sobre a existência de lotes adulterados de produtos, para a realização de ações corretivas, com apreensão e inutilização dos produtos acabados impróprios para o consumo.
Em caso de dúvidas ou denúncias, a pessoa deve entrar em contato com a Divisão de Vigilância Sanitária Municipal, localizada a rua Geraldo Marcolini, 1236, Centro. Também pode ser acionado o telefone 3539 5003 ou ainda o endereço eletrônico de e-mail: vigilancia.saude @ ssparaiso. mg.gov.br.
"Estamos a disposição para maiores esclarecimentos que fizerem necessário", finaliza Débora.


CARNE FRACA
De acordo com a Polícia Federal, ao menos 30 empresas produtoras de carne no Brasil adulteravam a data de validade dos produtos comercializados. Para mascarar a aparência e o cheiro ruim da carne vencida, eram usados produtos químicos - o ácido ascórbico e o ácido sórbico. As empresas também injetavam água nas peças, para aumentar o peso dos produtos, e acrescentavam papelão no preparo de embutidos. As carnes chegavam aos supermercados graças ao pagamento de propina a fiscais do Ministério da Agricultura, que afrouxavam a vigilância. Nem sempre a propina envolvia dinheiro - até mesmo caixas de carnes, frangos e botas foram dadas como forma de pagamento pela vista grossa das autoridades.
Segundo a Polícia Federal, a propina paga aos fiscais acabava alimentando os cofres de PP e PMDB. A polícia, no entanto, ainda não conseguiu estabelecer por que essa divisão acontecia.

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