DENGUE

Índice de Infestação do mosquito da dengue deixa Vigilância em Saúde em alerta

Por: João Oliveira | Editoria: saude | 01/07/2018 | Visualizações: 6845

- Foto de Reprodução

O último levantamento do índice de infestação do mosquito da dengue realizado pela Vigilância em Saúde de São Sebastião do Paraíso, em abril deste ano, apontou números preocupantes em relação ao grau de infestação do mosquito no município: cerca de 10,3%. De acordo com a coordenadora do setor, Daniela Cortez, apesar do índice, que é considerado estado de alerta, neste ano houve apenas cinco diagnósticos positivos para a doença entre 49 casos notificados, dos quais 28 deram negativos e 16 aguardam resultado.
Levantamento feito em janeiro deste ano havia apontado que o índice de infestação estava em 9,3%, um dos mais altos da região e, conforme destaca a coordenadora não foi apenas Paraíso que sofreu com esse aumento. “O levantamento é feito de acordo com determinação do Ministério da Saúde, o primeiro foi em janeiro, depois em abril, que realizamos no período de chuva e que por isso esse aumento do índice. O próximo, que será realizado em agosto, acredito que cairá drasticamente”, avalia Cortez.
Apesar de suscitar estado de alerta devido ao índice alto, que aponta a proliferação do agente transmissor da doença, os casos de dengue reduziram bastante nos últimos 18 meses. Em 2017, a Vigilância registrou em Paraíso 21 casos da doença, contra cinco até o presente momento. “Isso aconteceu em todas as cidades, tem havido uma redução da contaminação da doença, mas esse índice de infestação mostra que o agente transmissor está aí e precisa ser controlado, porque não é somente a dengue que ele transmite”, aponta a coordenadora.
Para enfrentar a situação, Daniela conta que houve algumas medidas para combater a proliferação do Aedes Aegypti, entre elas ações educacionais, o mutirão do programa Cidade Viva e mudanças logísticas dos agentes epidemiológicos que agora conseguem fazer uma cobertura maior da cidade, principalmente em horário de almoço, quando a maioria da população está em casa. “Pelo menos 90% do número de infestação está nos quintais das casas e é preciso que a população se atente, principalmente donos de terrenos, mantendo suas propriedades limpas”, completa a coordenadora da Vigilância em Saúde.

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