ESGOTO

Ainda sem solução, esgoto industrial continua poluindo córregos do município

Por: João Oliveira | Editoria: cidades | 07/07/2018 | Visualizações: 5080

vereador Luiz Benedito de Paula esteve nesta semana no Córrego do Bosque - Foto de Reprodução

O vereador Luiz Benedito de Paula esteve nesta semana no Córrego do Bosque verificando denúncia de que manancial estaria sendo fortemente prejudicado diante de poluição provocada por esgoto industrial produzido no município de São Sebastião do Paraíso. Segundo apurou o vereador, a poluição estaria sendo ocasionada por descarte de esgoto industrial irregular vinda de áreas industriais do município. 
“Vi uma foto do córrego em rede social, daquela água preta e repleta de espuma e fui até ao local verificar, onde nos deparamos com aquela água escura e malcheirosa, o que é preocupante, uma vez que ali é onde o gado bebe água. Essa poluição está matando aquele córrego, é uma vergonha, é preciso ser feito algo com urgência. Além disso, a ponte de acesso que tem no local está literalmente dentro d’água”, destaca o vereador.
De acordo com a secretária municipal de Meio Ambiente, Yara Borges, o município tem feito suas ações e, segundo ressalta, é responsabilidade da Copasa em se reunir com os proprietários dessas indústrias geradoras de resíduos industriais para determinar as medidas que serão tomadas para frear essa poluição.
“Eu já cobrei da Copasa, mas não obtive resposta. Paralelo a isto, realizamos uma ação que envolveu o Ministério Público, a Copasa e a Polícia Militar Ambiental. Cheguei a cobrar no MP as ações que foram tomadas, porque nesta época foram coletadas amostras nos lançamentos dessas indústrias em uma data surpresa, feito análise e foram aplicadas multas, mas não tivemos retorno do prosseguimento desta ação”, disse.
Conforme Yara, o município tem consciência da situação e está, dentro dos limites da Secretaria, tomando medidas necessárias. “Falta consciência por parte das indústrias que justificam estar gerando empregos, então fica uma situação bem delicada. Tivemos, recentemente, nova denúncia e, como estamos iniciando o processo de Licenciamento Ambiental, teremos mais condições para agir”, destaca.
Ainda, de acordo com a secretária, além disto, a legislação sobre efluentes é muito vaga. “É muito complicado agir com relação aos efluentes, porque para pegar os responsáveis por essa poluição, você teria que ficar de plantão, porque da forma que eles fazem, que é bem clandestina, esgoto solto em redes paralelas, muito complicado. Com o licenciamento ambiental, é buscar uma nova legislação de forma que podemos acompanhar os parâmetros de tratamento desse esgoto industrial e coleta de forma que sejamos avisados, mas isto teremos que trabalhar dentro da legislação, a partir do momento que conseguirmos obter o Licenciamento Ambiental. No nosso contrato de programa consta que a Copasa teria que identificar esses problemas, nós cobramos, fiz um ofício para ver o que estaria sendo feito em relação aos afluentes industriais, mas não tiver resposta até então”, completa a secretaria de Meio Ambiente.

COPASA E MP
A reportagem do Jornal do Sudoeste entrou em contado com a Copasa e questionou sobre a possível responsabilidade da empresa em buscar soluções para o problema enfrentado pelo município. Sobre o caso, por meio de assessoria, a empresa informou que “a Copasa informa que o lançamento de efluentes tratados pela Companhia no  Córrego do Bosque, em São Sebastião do Paraíso, está plenamente de acordo com a legislação ambiental”. A reportagem também entrou em contato com o Ministério Público onde questionou ações que podem ser tomadas pela promotoria a  fim de frear a poluição ambiental no município, porém até o fechamento desta matéria não obteve retorno.

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