TAXA DE ESGOTO

Córrego Coolapa continua poluído: moradores querem suspensão da taxa de esgoto

Por: Sebastião Tadeu Ribeiro | Editoria: cidades | 07/07/2018 | Visualizações: 3219

População Paraisense, vejam a coloração escura do Córrego Coolapa no bairro Cidade Industrial - Foto de Sebastião Tadeu Ribeiro

Vários moradores no bairro Cidade Industrial e parte baixa do Alto Bela Vista procuraram o Jornal do Sudoeste para reclamarem sobre uma área verde onde passa o segmento do Córrego Coolapa. Principalmente moradores que residem à rua Antonio C. Vieira da Silva não estão suportando o mau cheiro das águas escuras, poluídas por descarga de esgoto urbano que passa nos fundos dos quintais de suas residências.
O líder comunitário dos bairros Cidade Industrial e Alto Bela Vista, Donizete Garcia para dizer que o mau cheiro é insuportável, e em certas horas do dia incomoda mais ainda.
À tardezinha, conforme afirma Donizete Garcia, indústria localizada no Parque Industrial I faz descarga de dejetos no córrego, e o mau cheiro recende nos bairros Cidade Industrial, Alto Bela Vista e parte do Jardim Planalto.
Afirmou que na próxima semana, juntamente com outros membros do Conselho Comunitário dos Bairros Cidade Industirla e Alto Bela Vista irá primeiramente ao escritório da Copasa requerer que a estatal deixe de cobrar a taxa de esgoto dos moradores dos dois bairros até que seja cesse a descarga e sejam retirados os dejetos de esgoto industrial no córrego, altamente prejudiciais à natureza e à saúde dos moradores.
Caso a Copasa não tome esta providência, o Conselho Comunitário adianta que irá entrar com denúncia no Ministério Público requerendo seja despoluído o Córrego Coolapa, cancelada a cobrança da taxa de esgoto. Aliás o correto é a Copasa nos restituir valores que nos foram e têm sido cobrados indevidamente pela taxa de esgoto, disse o líder comunitário ao “JS”.
Moradores estão cobertos de razão, é um absurdo a cobrança da taxa de esgotamento nos referidos bairros, pois o mau cheiro é insuportável, além de ser foco para a proliferação de mosquitos, ratos baratas que flagelam a vida de moradores, dizem Dercídio Carmozini, João de Deus Araújo e Maciel Gonçalves de Oliveira que residem à rua Antonio C. Vieira.
A reclamação quanto à cobrança da taxa de esgotamento não é só de moradores destes referidos bairros, e sim pela maioria da população paraisense. Morador no bairro Mocoquinha disse ao “JS” que não está dando conta de pagar a conta de água que no mês passado “engoliu” mais de um terço de seu salário, sendo que o tratamento de esgoto ainda não está totalmente concluído em São Sebastião do Paraíso.
Autoridades afeitas a nos proteger de qualquer tipo de abuso, no caso este econômico, deveriam tomar as devidas providências para conter esta prática, vender produto ou serviço que ainda não está pronto para ser entregue e desfrutado pelo consumidor, isto é crime, diz um dos reclamantes.

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