8ª REGIÃO

Paraíso é a 8ª da região no índice Firjan

Por: Roberto Nogueira | Editoria: cidades | 11/07/2018 | Visualizações: 1794

Município paraisense apresentou bom desempenho e resultados satisfatórios em vários quesitos - Foto de Roberto Nogueira

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou na semana passada o Índice de Desenvolvimento Municipal, que monitora o emprego, a renda, a educação e a saúde de todos os municípios brasileiros. Os dados se referem ao ano de 2016 e São Sebastião do Paraíso aparece em oitavo lugar entre as cidades da região e é a 49ª em Minas Gerais. Em relação ao quesito emprego e renda a cidade é uma das primeiras a aparecer no ranking.
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), que mede o desenvolvimento dos municípios brasileiros, voltou a crescer em 2016, depois de dois anos de quedas consecutivas. O indicador fechou em 0,6678, abaixo do 0,6715 registrado em 2013. "Criado em 2008 para monitorar o desenvolvimento socioeconômico dos municípios brasileiros, o índice analisa três vertentes fundamentais ao desenvolvimento humano: Educação, Saúde além de Emprego e Renda. Cada um deles recebe uma espécie de nota que contribui para o resultado geral e final de cada cidade.
Com base em dados de 2016, o IFDM  monitora os indicadores sociais em 5.471 municípios, onde vivem 99,5% da população brasileira.O estudo adota uma escala de avaliação que vai de 0 a 1 e quanto mais próximo de 1 maior o desenvolvimento do município. As cidades são divididas em quatro categorias sendo as de baixo desenvolvimento (de 0 a 0,4), desenvolvimento regular (0,4 a 0,5), desenvolvimento moderado (de 0,6 a 0,8) e alto desenvolvimento (0,8 a 1).
No Sul de Minas o melhor desempenho ficou para Andradas que foi a segunda colocada no Estado. São Sebastião do Paraíso foi a 49ª classificada em Minas e no ranking nacional é a 554ª colocada. 
O município paraisense obteve o índice de Desenvolvimento Municipal com nota 0,7892 apontado para desenvolvimento moderado. Em aspectos individuais da pesquisa alcançou pontuação de 0,6383 para Emprego e Renda; 0,8878 na Educação e 0,8417 na Saúde. Confira na tabela em anexo a classificação das cidades da região.
Em Emprego e Renda, o índice leva em conta o quanto a cidade gera de empregos formais, sua capacidade de absorver a mão de obra local, quanto de renda formal é gerada, os salários médios e a desigualdade social. Já em Educação, a Firjan analisa o número de matrículas na Educação Infantil, a proporção de estudantes que abandonam o ensino fundamental, além da distorção idade-série, o número de professores com ensino superior, a média de aulas diárias e o resultado do IDEB no Ensino Fundamental. O índice Saúde é calculado por sua vez, com base no número de consultas pré-natal, óbitos por causas mal definidas, óbitos infantis por causas evitáveis e número de interna-ções sensíveis à atenção básica (ISAB).


LEVANTAMENTO GERAL
No resultado geral, incluída a média das notas dos três indicadores (emprego e renda, saúde e educação), foram observados apenas 431 municípios com alto rendimento. As três vertentes que compõem o IFDM apresentaram crescimento em 2016. O índice de emprego e renda atingiu 0,4664 ponto, voltando a crescer após duas quedas consecutivas, quando acumulou retração superior a 20%. Essa foi a área de desenvolvimento que mais sofreu com a recessão dos últimos anos. 
Tanto o IFDM educação como o IFDM saúde apresentaram discreta elevação, mantendo a trajetória observada desde o início da publicação do índice. No entanto, a evolução apresentada pelos dois indicadores foi a menor em 10 anos, indicando que a crise também teve impactos sociais, e não só econômicos. O IFDM educação subiu de 0,7644 (2015) para 0,7689 (2016). Já o IFDM saúde saiu de 0,7534 para 0,7655, no mesmo período.
O estudo sustenta que é preciso acelerar o crescimento econômico - acima de 1,5% ao ano - para garantir o cumprimento de metas assumidas pelo Brasil, interna e externamente, em educação e saúde. Os principais problemas apontados foram deficiências no ensino infantil, com menos de 30% das crianças matriculadas em creches, e no acesso à pré-escola. Na área de saúde, o atendimento às gestantes, bem como a cobertura de atenção básica, estão longe do desejável. 
Segundo o diagnóstico, não houve diminuição de transferência de recursos financeiros para os municípios, mas sim falta de gestão eficiente. Acelerar o desenvolvimento no interior do país passa por uma política ampla de capacitação e aprimoramento dos gestores públicos, sobretudo nas regiões menos desenvolvidas, defendem os autores do IFDM.


CLASSIFICAÇÃO DAS CIDADES NO IFDM


Estadual Nacional Cidade


2º              113º    Andradas


3º              124º    Poços de Caldas


9º              187º    Pouso Alegre


12º              222º    Varginha


21º            268º    Alfenas


22º              282º    Guaxupé


32º            404º    Bom Jesus da Penha


49º              554º    São Sebastião do Paraíso


68º              763º    Machado


85º              910º    Delfinópolis


115º            1076º    Passos


117º            1095º    São Tomás de Aquino


128º            1163º    Arceburgo


181º            1485º    Monte Santo de Minas


191º            1533º    Itamogi


361º            2387º    Jacui


382º            2459º    Itau de Minas


511º            3032º    Capetinga


581º            3346º    Cássia


599º            3466º    Pratápolis


742º            4232º    Fortaleza de Minas

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