TRANSPLANTE

Coração de vítima de acidente salva jovem de 25 anos após transplante

Por: Roberto Nogueira | Editoria: saude | 28/04/2017 | Visualizações: 7258

Daniela Barbosa recebeu coração de rapaz mineiro, de 21 anos - Foto de Fernando Ribeiro/A Tribuna

A jovem Daniela dos Santos Barbosa, de 25 anos, já tinha perdido a esperança de ter um coração forte batendo em seu peito, mas uma ligação mudou totalmente o seu destino. Ela é tem miocardiopatia dilatada, conhecida popularmente como coração grande. O doador foi o jovem D.L.S.R., de 21 anos, de uma família de São Sebastião do Paraíso que morreu em um acidente de trânsito, e que deu mais uma chance de sobrevivência à jovem. 
A cirurgia foi realizada no dia 12 de abril, no Hospital Evangélico de Vila Velha. Segundo os médicos, a chance de ela conseguir um coração compatível era mínima. "Era 7% de chance dela conseguir um doador compatível com o quadro clínico. Ela estava quase morrendo", comenta o cirurgião Assad Sassine.
No mesmo dia da cirurgia, sem esperanças de receber a doação, Daniela receberia alta, mas na noite anterior, a jovem recebeu uma grande surpresa, que mudaria a sua vida dela para sempre. A Central Nacional de Captação de Órgãos e Tecidos (CNCDO) entrou em contato para informar que havia um doador compatível em São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais, de um jovem de 21 anos.
Após a busca do órgão, por um avião fretado pela FAB, e um longo processo de transplante, que durou 40 minutos, possibilitou que o coração voltasse a pulsar desta vez no peito de Daniela.
Segundo os médicos, Daniela se recuperou bem, tanto que em pouco mais de 12 horas após o transplante ela já se alimentava normalmente. A paciente, que não tinha mais esperança de vida, vai poder rever filho de dois anos, que não vê há três meses, em função do tratamento.
Conforme o diretor clínico da Santa Casa de Misericórdia de São Sebastião do Paraíso, cardiologista Flávio Vilela Diogo, a doação se tornou possível em função da qualidade do atendimento e estrutura do HRCor (Hospital Regional do Coração) de Paraíso, que há três anos está inserido na rede de transplantes de órgãos. “Os pacientes que têm condições de entrar nesse protocolo e são definidos para isso, que são aqueles que têm morte cerebral e é um quadro irreversível, as famílias primeiramente são consultadas para que esse paciente possa ser inserido nesse programa de doação. Quando isso acontece nós acionamos a MG Transplantes de Belo Horizonte, que envia as equipes para providenciarem a captação no nosso hospital regional”, comentou. 

 

 

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