Consumo, logo existo!

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...Enquanto isso, eu lia um interessante artigo sobre o FIB x PIB. O índice FIB, Felicidade Interna Bruta, surgiu num país chamado Butão, onde o rei quis medir o nível de felicidade dos cidadãos. O FIB afirma, em contraposição ao PIB — Produto Interno Bruto —, que a felicidade humana não está atrelada ao dinheiro. Em linhas gerais, não tem relação o cidadão ser rico ou pobre. Defende que é preciso calibrar querer e poder e harmonizar mente e corpo para nossos reais desejos e necessidades.

Pensando nisso, entendi que "nos deram espelhos e vimos um mundo doente", do tipo anúncio comercial: "Vem ser feliz, compre aqui, ali, acolá, em 10, 36 ou 48 vezes, no cartão, no Pix, no carnê, no Mercado Livre..."

Como ser feliz — sem comprar — numa sociedade consumista que diz o tempo todo que precisamos comprar?

Não descarto Descartes em "Penso, logo existo" interagindo com "Consumo, logo existo". Entendo que o bem-estar é escolha nossa, podendo ser encontrado na roda de amigos, nos laços familiares, no trabalho comunitário, no enraizamento com a natureza e, principalmente, na proximidade com o Criador.

Pagamos para nascer, comer, beber, curtir, afinal, viver... e até morrer! Mas creio também não ser razoável afirmar que zero dinheiro seja zero felicidade, pois esta, a felicidade, passa pela simplicidade, desde sempre!

"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."

(Thich Nhat Hanh)

 Jorge Moreira Maciel

uaijorgemoreiramaciel@gmail.com
São Sebastião do Paraíso - MG