José Braz Naves teve o privilégio de ver surgir as grandes evoluções no mundo

Foto: Álbum de família/A Redação
Maria Zélia Naves, Irene Rocha Naves e Hélio Braz Naves (atrás); Jonas José Naves, Maria Rocha Naves, Paulo dos Reis Naves, José Braz Naves e José Rocha Naves (frente)

Jales Naves

O privilégio de ter nascido no final do século anterior permitiu a José Braz Naves, da nona geração dos Naves brasileiros, ter visto surgir grandes evoluções no mundo, à época. Natural de São Sebastião do Paraíso, MG, em 2 de agosto de 1897, testemunhou a chegada do primeiro automóvel, do primeiro aeroplano, do rádio, da televisão, do telefone e principalmente de duas estradas de ferro em sua cidade, para apoiar a então crescente cafeicultura regional e transportar o produto para os grandes centros urbanos — a Companhia São Paulo – Minas (1911), que a ligava à região de Ribeirão Preto, SP; e a Cia. Mogiana (1914), ligando-a a Campinas, SP. Um feito extraordinário, em especial para quem nasceu e viveu numa pequena cidade do interior, ali falecendo aos 95 anos. Músico desde a adolescência e compositor de méritos, foi maestro regente da Banda de Música paraisense.

Quem relata é o filho gemelar José Rocha Naves, que nasceu em São Sebastião do Paraíso, 41 anos depois, em 1938, no mesmo dia e mês que o pai, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se formou pela Universidade Federal Fluminense, em Economia, casou-se, teve um casal de filhos, e trabalhou por 10 anos no Banco do Estado de Minas Gerais. Mudou-se para Brasília, onde atuou, por oito anos, como Chefe do Patrimônio na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e pode realizar o primeiro grande inventário da história patrimonial da ECT. Ainda na Capital Federal, formou-se em Direito pela Universidade do CEUB, e voltou ao Rio de Janeiro, onde se fixou e vive atualmente. (Transcrito de A Redação – Goiânia (GO).

O outro filho gemelar, Jonas José Naves, também economista pela UFF e residente em Brasília, onde nasceram os seus filhos, retornou ao Rio de Janeiro onde se aposentou. Assim, a quatro mãos, os dois se dedicaram, nos últimos anos, a organizar sua árvore genealógica, completando-a com a difícil tarefa de solicitar a uma família agora já bem grande pelo fornecimento dos dados necessários. Concluíram, com satisfação, esse trabalho, que apresentam com orgulho, pois poucos podem detalhar sua história como eles estão fazendo.

CURIOSO E ESTUDIOSO

José Braz Naves era filho único de Firmiana Naves, igualmente paraisense e da oitava geração da família no Brasil, e José Batista Fernandes, paulista de Franca, maestro da Banda de Música de São Sebastião do Paraíso e que faleceu em 1902, quando o filho ainda não tinha completado cinco anos.

Servidor público federal, trabalhou no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, como Agente Municipal de Estatística, gostava de ler e estudar, era muito inteligente, curioso e costumava frequentar a biblioteca e livrarias da cidade para seus momentos de leitura. Estudou Agrimensura por correspondência, em escola argentina, e executou diversos trabalhos na cidade, facilitado pelo seu grande conhecimento de toda a região.

Era muito amigo do primo Carmo Perrone Naves, emérito professor de Matemática e um dos intelectuais da cidade, com quem estudou e gostava de se encontrar para conversar. Deixou para os conterrâneos um livro detalhando a economia e história da cidade, intitulado “Município de São Sebastião do Paraiso”, que foi editado pelo IBGE, no Rio de Janeiro, em 1947.

GRANDE FAMÍLIA

Como era comum em sua época, José Braz Naves formou uma grande família. Casou-se com a conterrânea Maria Rocha (Dona Nenê), de 22 de março de 1900, filha de Jonas de Oliveira Rocha e Clotildes Marques Rocha; formaram uma família unida, atuante, consolidada na genealogia, e que segue crescendo cada vez; e eles tiveram 10 filhos, todos paraisenses. Três faleceram ainda criança e no mesmo ano, 1933: José Braz Naves Filho (Zezé), Juarez Naves e Thereza Naves.

A primogênita, Irene Rocha Naves. de 1922, casou-se com Francisco Dal Santo, de 1918, de Jundiaí, SP, filho de Pedro Dal Santo e Joana Raizza, e se fixaram nessa cidade paulista, onde tiveram cinco filhos: Francisco Filho, de 1949; Ana Maria, de 1950; Maria Helena, de 1953; Maria Lúcia, de 1957; e Luís Inácio, de 1962. Francisco, pai, faleceu em 1964 e Irene em 2015.

O segundo filho, Hélio Braz Naves, é de 17 de agosto de 1923, mudou-se para Niterói, RJ, onde foi comerciante, com a empresa Sanitária Fluminense. Casou-se com Laís Pio Borges, de 1941, filha de Nilton Pio Borges e Isabel, e tiveram duas filhas: Eliane e Márcia Pio Borges Naves, ambas de Niterói, como a mãe.

Sexto filho, João Pessoa Naves de 1932, trabalhou com hidroelétrica, fixou-se em Paraibuna, SP, onde se casou com Maria Eugênia Rosa, filha de Álvaro Rodrigues Rosa e Maria Floriza Fonseca Rosa, e tiveram um casal de filhos: Emerson Rosa Naves, de 1970, e Andreia Rosa Naves, de 1975, ambos nascidos em São José dos Campos, SP. João Pessoa Naves faleceu em 2025.

Sétima filha, Maria Zélia Naves, de 1935, professora, casou-se com Mário Simões da Costa, natural de Sangalhos, Portugal, de 1931; ela faleceu em 2008 e ele em 2016. Tiveram três filhos, todos de Jundiaí: José Mário, de 1960; Luciano Naves Simões da Costa, de 1962; e Regina Aparecida Naves Simões da Costa de 1965.

Fonte: A Redação - https://aredacao.com.br/jose-braz-naves-teve-o-privilegio-de-ver-surgir-as-grandes-evolucoes-no-mundo/