Homem que matou filha por xixi no chão é encontrado morto em presídio
Condenado a mais de 33 anos de prisão, detento foi localizado sem vida em cela no Complexo Penitenciário de Carmo do Paranaíba; crime ocorreu em Monte Santo
O homem que matou a
própria filha de 5 anos em Monte Santo, em 2023, foi encontrado morto na manhã
desta quarta-feira, 12, dentro de uma cela no Complexo Penitenciário Nossa
Senhora do Carmo, em Carmo do Paranaíba (MG). Ele havia sido condenado a mais
de 33 anos de prisão.
De acordo com informações
iniciais, internos do Pavilhão B acionaram policiais penais após perceberem que
o preso Adrian Juliano Martins Herculano, de 24 anos, estava desacordado na
cela 13. A equipe de intervenção foi até o local e constatou que ele já não
apresentava sinais vitais aparentes.
A cela foi isolada para
preservação do local e realização dos trabalhos periciais. Os dois detentos que
dividiam a cela com ele foram encaminhados para isolamento e deverão prestar
esclarecimentos sobre o ocorrido.
A perícia técnica da
Polícia Civil esteve na unidade prisional para realizar os levantamentos
iniciais. Após os procedimentos, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico
Legal (IML). O caso será investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Carmo
do Paranaíba.
CRIME CHOCOU O PAÍS
Adrian Juliano Martins
Herculano havia sido condenado pelo assassinato da própria filha, Mirelly, de 5
anos, crime ocorrido em 12 de janeiro de 2023, na residência da família em
Monte Santo de Minas.
Segundo as investigações,
Adrian afirmou ter ficado “transtornado” após a criança urinar no chão e em
suas roupas. À época, ele chegou a dizer que havia desferido um soco na menina
para repreendê-la, contudo, ela teria batido a cabeça na parede.
Porém, o laudo pericial
indicou que a menina sofreu múltiplas fraturas, evidenciando que as agressões
foram muito mais graves do que a versão inicial apresentada pelo autor. Após
constatar a morte da criança, o homem enrolou o corpo da filha em um cobertor e
o transportou até uma área de mata de difícil acesso na zona rural do
município, na região da estrada da Jacuba. No local, ele ateou fogo ao corpo da
menina e o escondeu sob galhos e pedras. Após o crime, ele e a namorada
permaneceram foragidos por alguns dias.
As buscas começaram após
o desaparecimento da criança ser comunicado às autoridades. Cinco dias depois
do crime, Adrian se apresentou à Polícia Civil, confessou o assassinato e
indicou o local onde havia ocultado o corpo. Ele foi preso preventivamente logo
após o depoimento. Na época, a namorada também foi detida por suspeita de
conivência e auxílio na ocultação do cadáver.
O julgamento ocorreu em 5
de dezembro de 2023, durante sessão do Tribunal do Júri. O conselho de sentença
reconheceu quatro crimes no caso. O réu foi condenado por homicídio qualificado
— por motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima
— além de tortura, ocultação de cadáver e vilipêndio a cadáver. A pena fixada
foi de 33 anos, 4 meses e 24 dias de prisão, em regime fechado.
A namorada do acusado,
que responde por participação na ocultação do corpo, obteve o direito de
aguardar os desdobramentos do processo em liberdade desde julho de 2023. Agora,
a Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias da morte do detento dentro da unidade
prisional.

