Fórmula E encerra era com Wehrlein campeão
Piloto alemão da Porsche conquistou o segundo título da categoria em corrida caótica disputada no Excel London. Taylor Barnard venceu pela primeira vez
A 12ª temporada da Fórmula E
chegou ao fim neste domingo (16) com o alemão Pascal Wehrlein, da Porsche,
conquistando o seu segundo título mundial na categoria de carros elétricos. A
vitória no ePrix de Londres foi de Taylor Barnard, que aos 22 anos se tornou o
mais jovem piloto a vencer uma corrida na categoria. O britânico já detinha os
recordes de mais jovem a disputar corrida, fazer pole position e volta mais
rápida. Agora é o mais jovem vencedor.
Barnard triunfou na última
participação da equipe DS Penske na Fórmula E. Coincidentemente, era a única
equipe que não havia conquistado nenhum pódio no atual campeonato.
Wehrlein, de 31 anos, que passou
pela F1 nas temporadas de 2016 e 2017, estreou na Fórmula E em 2018 depois de
ver as portas se fecharem na F1, e encontrou nos carros elétricos as condições
de que precisava para mostrar seu talento como piloto. Na Porsche desde 2020,
conquistou os títulos das temporadas 2023/24 e 2025/26. O bicampeonato veio de
forma dramática. O piloto da Porsche
largou da terceira posição do grid, mas encontrou forte pressão do português
Antonio Felix da Costa, que teve em Londres duas missões: ajudar o companheiro
de equipe, Mitch Evans, nas chances remotas de conquistar o título, e também
dar à Jaguar o campeonato de equipes na disputa contra a Porsche.
E deu certo! Já na fase final da
prova, os dois se envolveram numa disputa intensa pelo quarto lugar e ambos
caíram para o pelotão intermediário. Nesse momento, Jake Dennis, que não se
classificou bem e ocupava a 13ª posição, se colocou à frente de Wehrlein e
acabaram se envolvendo em um incidente. Tanto o alemão como o britânico,
terminaram fora da zona de pontos, mas a vantagem de cinco pontos que Wehrlein
tinha sobre Dennis foi suficiente para lhe assegurar o título.
Mitch Evans precisava da vitória,
mas terminou apenas em quarto, e os pontos somados foram suficientes para
garantir o Mundial de Equipes para a Jaguar.
A temporada 2025/26 da Fórmula E
marcou o fim da era GEN3 — terceira geração de monopostos elétricos da categoria.
Vem aí a GEN4, com carros de tração nas quatro rodas, que aceleram de 0 a 100
km/h em apenas 1,8 segundos — mais rápidos que os F1 em aceleração. Serão os
carros mais potentes, rápidos e tecnologicamente os mais avançados já
desenvolvidos pela categoria.
Por conta das novas
características, a Fórmula E terá que rever algumas pistas do calendário que
não comportam mais a disputa. O próprio Excel London é uma delas. Por sorte, o
ePrix de Londres passará a ser disputado no Circuito de Brands Hatch no ano que
vem. Mas há também outras pistas que permanecem na próxima temporada e que
precisam ser melhor avaliadas: Sanya, na China, é uma delas; o Sambódromo do
Anhembi, em São Paulo, é outra.
Lucas di Grassi, campeão da
terceira temporada (2016/17) e um dos pilotos que esteve à frente do
desenvolvimento da Fórmula E desde quando a ideia saiu do papel, também se
despediu da categoria. O brasileiro, que também teve passagem curta pela F1 em
2010, encerrou neste domingo a carreira como piloto profissional após abandonar
a prova, em Londres.
Sebastien Buemi, o primeiro
campeão mundial da Fórmula E, também se despediu da categoria, mas continuará
correndo por outras séries. Por fim, a DS Penske também encerrou sua
participação com chave de ouro em uma temporada bastante complicada.
A nova temporada 2026/27 da
Fórmula E já tem data marcada para começar, em 18 de dezembro, em Jeddah, na
Arábia Saudita. Serão 21 etapas. E o ePrix de São Paulo deixará de abrir o
campeonato como em anos anteriores, mas está garantido em 13 de março.

