Paraisense morre após ter 54% do corpo queimado em Pratápolis

Jader Tadeu Medeiros morava na cidade e apontou a companheira como autora do ataque; Polícia Civil investiga o caso
Foto: Arquivo “JS”

No início desta semana, o paraisense Jader Tadeu Medeiros morreu após permanecer internado em decorrência de graves queimaduras sofridas dentro de sua residência, em Pratápolis. Morador daquela cidade, ele havia dado entrada no Hospital Municipal na noite de 9 de agosto com 54% da superfície corporal queimada e lesões de terceiro grau.

A morte ocorreu na segunda-feira, 17, e também foi comunicada por familiares nas redes sociais. Em uma publicação, uma sobrinha lamentou a perda e pediu justiça. “Uma vida interrompida de forma injusta não será esquecida. Por você, por nós, justiça!”, escreveu. O sepultamento ocorreu na manhã de terça-feira, 18.

Em nota encaminhada, o 12º Batalhão da Polícia Militar confirmou que foi acionado pelo Hospital Municipal de Pratápolis após Jader dar entrada na unidade com queimaduras pelo corpo. Aos militares, ele relatou que, por volta das 20h40, estava dormindo em sua residência quando sua companheira teria jogado álcool sobre seu corpo e, em seguida, ateado fogo.

De acordo com o relato registrado pela PM, as queimaduras atingiram principalmente as regiões do tórax e dos braços. Jader afirmou ainda que não sabia o que teria motivado o ataque e que, antes do ocorrido, não havia acontecido discussão ou agressão física entre o casal.

TRANSFERIDO PARA PARAÍSO
A médica plantonista que atendeu Jader informou aos policiais que, naquele momento, ele estava estável, porém apresentava aproximadamente 54% da superfície corporal queimada, com lesões de terceiro grau. Diante da gravidade do quadro, foi solicitada sua transferência para o Hospital de Queimados da Santa Casa de Misericórdia de São Sebastião do Paraíso, para atendimento especializado. Jader permaneceu hospitalizado, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. A morte foi confirmada oito dias depois do crime.

SUSPEITA NÃO FOI LOCALIZADA
Após colher o relato de Jader, a Polícia Militar realizou rastreamentos na residência da mulher apontada como possível autora e em outros locais onde ela poderia estar, mas não foi encontrada durante o atendimento da ocorrência. O registro foi encaminhado à autoridade de Polícia Judiciária para as providências cabíveis e apuração das circunstâncias do fato. Ainda segundo informações, a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso. As forças de segurança continuam as buscas pela mulher apontada como suspeita.