A ser seguido
Enquanto São Sebastião
do Paraíso enfrenta constantes reclamações sobre motos barulhentas, a Câmara de
Belo Horizonte aprovou, no dia 8, multa de R$ 500 para veículos de duas rodas
que provoquem poluição sonora ou atmosférica. A penalidade poderá chegar a R$ 1
mil em caso de reincidência no período de um ano.
Com Damião
A proposta, aprovada
por 39 votos, proíbe escapamentos adulterados, defeituosos, com descarga livre
ou em desacordo com os limites legais, exatamente o que ocorre em Paraíso. O
texto segue para sanção ou veto do prefeito de BH, Álvaro Damião. Um exemplo
que bem poderia ser seguido em Paraíso.
Reclamar para o Papa?
Por falar em
desrespeito, morador das imediações da avenida Zezé Amaral entrou em contato
com o Jornal do Sudoeste nesta semana para manifestar sua decepção.
Segundo relatou, ao enfrentar, durante a madrugada, barulho excessivo provocado
por motocicletas, telefonou para o órgão que, em seu entendimento, deveria
fiscalizar esse tipo de abuso e solicitar providências. Como resposta, ouviu
que nada poderia ser feito e que a reclamação deveria ser encaminhada ao
Ministério Público. “Fiquei decepcionado”, afirmou.
Capacitação
É oportuna a proposta
da vereadora Laís Pimenta de Carvalho Sacoda para capacitar os profissionais
que atuam no transporte de pacientes em ambulâncias. A iniciativa merece apoio,
pois segurança e preparo são indispensáveis quando se transportam pessoas
enfermas e fragilizadas.
Alerta
O projeto também
suscita uma questão inquietante: seria necessária uma lei para assegurar um treinamento
que já deveria ser requisito básico do serviço? O incidente com a paciente
oncológica demonstra que capacitação, fiscalização e cumprimento dos protocolos
não são opções — são obrigações.
Falta de efetivo
Representantes do
Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais estiveram em São
Sebastião do Paraíso e constataram uma situação há tempos apontada pelo Jornal
do Sudoeste: a falta de efetivo na Delegacia Regional. O problema
compromete a realização das atividades próprias da Polícia Civil e sobrecarrega
os profissionais em exercício. E não é recente, isto ocorre desde a implantação
da Delegacia Regional.
Desvio de função
A situação foi agravada
há alguns dias. Segundo representantes sindicais, investigadores estão sendo
utilizados no transporte e na escolta de presos para unidades prisionais. Além
de caracterizar desvio de profissionais de suas funções investigativas, a
medida retira policiais da delegacia por longos períodos. Dependendo do
presídio de destino, o deslocamento pode consumir até dez horas.
Cobre providências
Espera-se que o
sindicato leve a situação ao Governo de Minas e cobre providências,
especialmente quanto à incompreensível determinação de encaminhar mulheres
presas em São Sebastião do Paraíso para uma unidade prisional distante do
município. Além de mobilizar investigadores e viaturas por várias horas, a
medida agrava a já conhecida deficiência de pessoal e reduz a capacidade de
atendimento à população.
MEMÓRIA PARAISENSE
Em 12 de setembro de 1871 chegaram a São Sebastião do Paraíso autoridades de Jacuí, para participar da instalação da primeira Câmara Municipal e iniciar a vida política e administrativa da nova sede do município. Entres essas autoridades estavam: Cláudio Herculano Duarte, juiz municipal; alferes José Patrício Soares, curador geral dos órfãos; Messias do Souto Gouvêa, coletor; José Pedro de Oliveira, solicitador; José Dias de Castro e João Machado Pereira, oficiais de justiça; o capitão Raimundo Joaquim Alves, escrivão de órfãos. Em 1875, o capitão Raimundo Joaquim Alves Teixeira, transferiu para o seu filho, João Batista Teixeira, o cartório que posteriormente foi suprimido. (Do livro Efemérides Paraisenses)



